- A segunda edição do ForbesBLK 50 Money Masters de 2026 reúne negros americanos que atuam em private equity, crédito privado e venture capital, somando mais de US$ 200 bilhões em ativos sob gestão.
- A lista valoriza protagonistas históricos como Reginald Lewis, pioneiro em 1987, e traz novos bilionários como Stefan Kaluzny (Sycamore Partners) e David Grain (Grain Management).
- Retornam nomes de peso, incluindo Robert F. Smith (Vista Equity Partners), Jay-Z (MarcyPen/MVP) e Serena Williams (Serena Ventures).
- A Fairview Capital aponta mais de mil gestoras de private equity e venture capital pertencentes a mulheres e a minorias, com 168 negras em 2024, ante 122 em 2022.
- O cenário do setor enfrenta juros altos, avaliações desafiadas e riscos de IA, mas a diversidade é apontada como potencial motor de desempenho quando associada a resultados.
O ForbesBLK 50 chega à sua segunda edição, destacando a lista Money Masters de 2026. O foco são empresários negros que atuam em private equity, crédito privado e venture capital, reunindo riqueza, influência e impacto. A seleção revisa trajetórias desde Reginald Lewis, pioneiro de 1987, até nomes atuais que comandam firmas de bilhões de dólares em ativos.
A edição atual reafirma a presença de bilionários negros no radar de investimentos privados nos EUA. O conjunto soma mais de US$ 200 bilhões em ativos sob gestão, com destaque para gestoras independentes e líderes que atuam na interseção entre finanças, tecnologia e empreendedorismo.
A pesquisa incluiu retornos de 2024, 2025 e projeções para 2026, mapeando novos integrantes e consolidando nomes já conhecidos. Além de patamar de riqueza, o estudo enfatiza o papel de minorias na condução de firmas de private equity e venture capital.
Panorama de base e legado
Reginald Lewis, falecido em 1993, abriu caminho ao liderar a aquisição alavancada da Beatrice Foods em 1987. Sua história é citada como referência pela comunidade financeira, com lições sobre credibilidade de mercado.
A trajetória de Lewis começou com formação em Direito pela Harvard e passagem pela atuação como advogado corporativo. Em 1983 fundou a TLC Group, gestora de private equity, abrindo portas para aquisições subsequentes.
McCall Pattern Company, comprada por US$ 22,5 milhões, foi marco que validou a estratégia de alavancagem.
Novo elenco e perfis de peso
David Grain, fundador da Grain Management, acumula US$ 2,5 bilhões e lidera uma gestora com foco em infraestrutura de telecomunicações. Stefan Kaluzny, da Sycamore Partners, figura entre os novos bilionários após aquisições relevantes em 2025.
Robert Johnson, cofundador da BET, retorna à lista com atuação na RLJ Equity Partners. A empresa administra mais de US$ 150 milhões e já diversificou investimentos desde a venda da BET para a Viacom em 2001.
Entre os nomes que entram pela primeira vez, Swaths de executivos aparecem, como Ursula Burns, fundadora da Integrum Holdings, e Damien Dwin, fundador da Lafayette Square, que atua em crédito privado. A lista também reúne atletas e empreendedores que migraram para investimentos estratégicos.
Novas lideranças e áreas de atuação
David Grain comanda Grain Management, voltada para infraestrutura de telecomunicações, espectro e torres. Stef an Kaluzny, da Sycamore Partners, administra marcas como Walgreens e Staples, com fortuna estimada em US$ 1,3 bilhão.
Levoyd Robinson, fundador da CFI Partners, figura entre as lideranças de crédito privado com histórico em Wall Street. Ben Carson Jr., da FVLCRUM, atua em transações que somam centenas de milhões, ampliando o viés de investimento em comunidades trabalhadoras.
Jay-Z, copy de MarcyPen Capital Partners, retorna ao ranking por meio de investimentos em venture capital e private equity, com portfólio que inclui empresas como Ledger e Savage X Fenty. Serena Williams, com Serena Ventures, investe em startups lideradas por fundadores sub-representados.
Contexto de mercado e desafios
O setor de private equity e venture capital enfrenta juros altos, competição acirrada e avaliações pressionadas. A inteligência artificial é apontada como fator de risco para portfólios de software e para estratégias de saída de investimentos.
Figuras de peso destacam que diversidade e desempenho devem andar juntos. Analistas afirmam que gestão com foco em inclusão pode final se traduzir em resultados superiores, mesmo diante de um ambiente macro desafiador.
Destaques de quem está na lista
Adeyemi Ajao, da Base10 Partners, lidera gestora de VC com US$ 1,8 bilhão em ativos. Frank Baker, da Siris Capital Group, tem quase US$ 6 bilhões sob gestão, com atuação em tecnologia. Ronald Blaylock, da GenNx360, soma US$ 2,3 bilhões sob gestão.
Ursula Burns, Integrum, registra US$ 2,5 bilhões, marcada pela atuação como CEO da Xerox e por fundar a Integrum Holdings. Damien Dwin, da Lafayette Square, coordena crédito privado com meta de criar 100 mil empregos até 2030.
Diversidade no ecossistema de investimento
A Fairview Capital Partners aponta crescimento de gestoras de propriedade de mulheres e minorias, com mais de mil firmas existentes nos EUA. Em 2024, 168 eram de negros, avançando de 122 em 2022.
A Forbes ressalta ainda a presença de nomes como Robert F. Smith, líder da Vista Equity Partners, com US$ 100 bilhões sob gestão, fortalecendo o ecossistema de investimentos com foco em tecnologia.
Conclusão informativa
Os Money Masters do ForbesBLK 50 2026 representam uma frente ampla de atuação em private equity, crédito privado e venture capital. O conjunto reforça o papel de negros na liderança de gestoras de grande porte, com foco em inovação, impacto social e desempenho financeiro.
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