- Charles Schwab processou cerca de 12,7 milhões de euros em transferências para Marc Leon, em Marrakesh, a pedido de Southern Trust, ligado a Jeffrey Epstein, para a compra do palácio Bin Ennakhil; uma ordem foi revertida quando as condições não estavam acordes.
- Em abril de 2019 foram abertos três contas da Epstein para suas empresas, incluindo Southern Trust, com Richard Kahn listado como autorizado e Epstein como presidente e proprietário beneficiário.
- Um relatório de atividade suspeita foi apresentado ao FinCEN em 13 de julho, após Epstein ser preso, mencionando transferências internacionais e riscos de realocação de recursos.
- Quinze dias antes da prisão, houve uma segunda transferência de aproximadamente 14,95 milhões de euros para uma conta de Marc Leon; a operação foi cancelada dias depois, a pedido de um signatário redigido.
- O palácio Bin Ennakhil acabou sendo vendido a outro comprador; Schwab afirmou que houve verificações de lavagem de dinheiro e que o histórico negativo de Epstein motivou cautela, com a cooperação de autoridades sendo iniciada.
Charles Schwab conduziu pagamentos de cerca de US$ 27,7 milhões para um correspondente de Jeffrey Epstein, visando a compra de um palácio em Marrakesh nos 10 dias que antecederam a prisão do magnata, em 2019. As transações seguem relatos de documentos do Departamento de Justiça dos EUA.
Segundo os documentos, Schwab abriu três contas para empresas de Epstein em abril de 2019, incluindo a Southern Trust, que planejava adquirir o palácio Bin Ennakhil. Richard Kahn, contador de Epstein, era listado como autorizado nessas contas.
Entre 26 de junho e 9 de julho de 2019, a Southern Trust pediu a transferência de aproximadamente 12,7 milhões de euros para Marrakesh, inicialmente para uma conta em Zurique. O pedido foi contestado por motivos não revelados e a operação foi revertida.
Dias depois, Epstein e um co-signatário assinaram nova ordem para transferir 14,95 milhões de euros a um consultor em Marrakesh, com fundos supostamente destinados ao palácio. A conta de Epstein não tinha saldo suficiente, de modo que o pagamento ficou em risco.
Schwab registrou as movimentações como atividade suspeita na FinCEN, em 13 de julho, sete dias após a prisão de Epstein. A empresa informou ter encerrado o relacionamento com o grupo de Epstein após iniciar uma investigação interna.
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