- Demanda por celulose no mercado global e por papel para embalagens no Brasil foi forte em janeiro, sustentando reajustes de preços e sinalizando um ano positivo para a Klabin.
- A Klabin divulgou resultados do quarto trimestre e é a maior fabricante de papel para embalagem do Brasil, atendendo grandes marcas de bens de consumo.
- O presidente-executivo, Cristiano Teixeira, destacou recuperação em cartões usados por cervejarias, com operação de 100% de cerveja na América Latina, e expectativa de um ano sazonalmente positivo para papelão ondulado e cartão.
- Em Manaus, houve movimento relevante em papelão ondulado ligado à demanda por eletroeletrônicos na Zona Franca, com janeiro muito forte para os itens.
- No segmento de celulose, a demanda por fluff de fibra longa segue aquecida e a de fibra curta está robusta; a empresa vê possibilidade de alta de preços em março e afirma não haver planos de fusões e aquisições no curto nem no longo prazo.
A Klabin indicou início de ano forte para a demanda por papel para embalagem e celulose, com reflexos positivos em janeiro. A companhia divulgou seus resultados do quarto trimestre e destacou sinais de reajustes de preços, mantendo visão de 2026 favorável. Executivos disseram que a recuperação de setores-chave sustenta as perspectivas.
Na esteira dos resultados, o presidente-executivo Cristiano Teixeira afirmou que houve desempenho sólido em cartões para cerveja, com operações 100% voltadas a embalagens de cerveja na América Latina. Ele apontou demanda aquecida no Brasil, mesmo diante de cautela de cervejarias após 2025 desfavorável.
Demanda por papel e celulose
A gestão destacou aumento de demanda por papel-cartão usado por cervejarias e por papelão ondulado em Manaus, associando o ritmo a atividades da Zona Franca e à Copa do Mundo. Em celulose, o diretor Alexandre Nicolini comentou demanda aquecida por fibra longa e robusta por fibra curta, com reajustes de preços sendo repassados ao mercado.
Foco em custos e cenário competitivo
Teixeira reiterou que a Klabin concentra esforços em melhorar o custo caixa no Brasil e nos mercados em que atua, descartando qualquer diálogo sobre fusões ou aquisições no curto prazo. O executivo negou também risco significativo de competição da China na celulose fluff de fibra longa, citando redução de áreas de pinus por pragas e continuidade dos planos de expansão na planta de Santa Catarina.
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