- O presidente e CEO do grupo DP World, Sultan Ahmed bin Sulayem, deixou a empresa após revelações sobre suas ligações com Jeffrey Epstein.
- A saída ocorreu após a DP World anunciar mudanças na liderança: Essa Kazim passa a chair e Yuvraj Narayan assume o cargo de chief executive.
- Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostraram que Sulayem trocou emails com Epstein em 2015 envolvendo conteúdo inadequado.
- Dois dos maiores parceiros internacionais do grupo indicaram que vão interromper futuras negociações, incluindo o fundo de pensão La Caisse e a British International Investment.
- A DP World permanece como proprietária da P&O Ferries e de ativos logísticos globais, entre eles seis portos no Canadá e o London Gateway, com a nova gestão já em vigor.
Sultan Ahmed bin Sulayem deixou a DP World, empresa controladora da P&O Ferries, após crescer a pressão pública sobre seus vínculos com o investigado Jeffrey Epstein. A saída ocorreu nesta sexta-feira, conforme anúncio da DP World, sediada em Dubai.
A companhia afirmou que Sulayem deixou os cargos de presidente do conselho e CEO do grupo. Essa mudança ocorre após a divulgação de mensagens com Epstein em investigações norte-americanas, que levantaram questões sobre a conduta de executivos.
Mudança na liderança
A DP World nomeou Essa Kazim como chair e Yuvraj Narayan como CEO interino, segundo comunicado oficial. A transição acontece no momento em que a empresa enfrenta escrutínio por ligações com Epstein.
Impactos e desdobramentos
Entre os impactos está a paralisação de novos negócios com dois dos maiores parceiros internacionais, a La Caisse de dépôt et placement du Québec e o British International Investment. As informações são associadas a auditorias em curso.
DP World, com atuação global, controla portos no Canadá, London Gateway e a P&O Ferries, adquirida em 2019. A gigante sediada em Dubai é de propriedade da família real dos Emirados Árabes Unidos, conforme amplamente reportado.
Observações adicionais
Na mesma semana, executivos de relevância contingente também foram alvo de decisões internas em outras instituições, após o vazamento de mensagens associadas a Epstein. O desfecho na DP World ocorre em meio a esse clima de maior escrutínio público.
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