- O Grand Emperor, hotel em Macau, vendeu blocos de ouro que revestiam o lobby, totalizando 79 kg, por 12,8 milhões de dólares a um refinador com sede em Hong Kong.
- O piso de ouro foi removido após a operação, que faz parte da decoração icônica do hotel, conhecido pela “golden pathway” na entrada.
- A empresa controladora, Emperor Entertainment Hotel Ltd, afirmou que, diante das condições de mercado, houve uma “boa oportunidade” para a venda e ajuste financeiro.
- A venda visa fortalecer a posição financeira do grupo e viabilizar investimentos em oportunidades futuras, já que a área do lobby deve passar por renovação.
- Macau, dependente do turismo de casino, tem buscado diversificar sua economia; o Grand Emperor fechou o cassino em outubro e planeja oferecer outras opções de entretenimento.
O Grand Emperor, hotel de Macau, retirou e vendeu bricks de ouro que decoravam o lobby. Em conjunto, foram vendidas várias barras pesando 79 kg, por aproximadamente 12,8 milhões de dólares, a uma refinaria sediada em Hong Kong. O movimento ocorreu após a divulgação de um relatório financeiro.
A empresa controladora do grupo é a Emperor Entertainment Hotel Ltd, com base em Hong Kong. O hotel, inaugurado em 2006, é conhecido pela decoração opulenta, incluindo um caminho de ouro na entrada feito com barras de ouro.
A empresa informou, em um pedido feito na quarta-feira, que a venda visa fortalecer a posição financeira do grupo e viabilizar novos investimentos. Com a cessação das atividades de cassino no local, há planos para desenvolver outras opções de entretenimento e lazer, incluindo a reurbanização do lobby adornado com ouro.
Contexto econômico
Macau depende do turismo de jogo, mas tem sido pressionada a diversificar sua economia. A decisão de retirar o ouro acompanha a tendência de reconfiguração de operações após alterações regulatórias. A alta recente do ouro, associada a condições geopolíticas, impacta decisões de gestão de ativos em propriedades hoteleiras da região.
A cidade permanece como uma das principais praças de jogos do mundo, com a região administrativa especial de Hong Kong atuando como polo financeiro próximo. O grupo afirma que a venda não altera o foco estratégico de longo prazo, que inclui novas atrações e reformulação do espaço.
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