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Da adolescência ao topo: assume como CEO da Disney

Josh D’Amaro assume como CEO da Disney, buscando retomar o crescimento com foco em equipe, experiência e expansão global

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Executivo acumula 28 anos de trajetória na Disney e ficou reconhecido por motivar subordinados
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  • Josh D’Amaro, 54 anos, foi nomeado CEO da Walt Disney, sucedendo Bob Iger e tornando-se a oitava pessoa a liderar a empresa em seus 102 anos.
  • Desde 2020, ele comanda a divisão Experiences (parques, cruzeiros e consumo), que registrou cerca de US$ 36 bilhões em receita anual no ano fiscal de 2025 e emprega cerca de 185 mil pessoas.
  • A Disney aprovou um plano de expansão de US$ 60 bilhões, com quase dobrar a frota de cruzeiros para 13 navios até 2031 e incorporar novos terrenos e atrações, incluindo um terreno em Paris.
  • A transição de liderança ocorre com Dana Walden promovida a presidente e diretora de criação para compensar menor experiência de D’Amaro em mídia e criação, mantendo foco na narrativa da marca.
  • D’Amaro ressaltou que a força da Disney vem do seu pessoal e da excelência criativa, e destacou compromisso com inovação, crescimento e valor para consumidores e acionistas.

Josh D’Amaro assume o comando da Walt Disney, tornando-se CEO da empresa aos 54 anos. Ele substitui Bob Iger, na liderança da gigante do entretenimento por décadas. A nomeação foi anunciada após um processo conduzido pelo conselho.

D’Amaro chega à presidência com 28 anos de Disney na bagagem, abrangendo finanças, estratégia, marketing e operações. Desde 2020, liderava a divisão Experiences, responsável por parques, cruzeiros e produtos de consumo.

A escolha encerra mais de um ano de especulação em Hollywood e Wall Street. O anúncio foi feito após o conselho conversar com o executivo e confirmar a transição de poder, mantendo Iger como mentor.

Contexto da nomeação

O novo CEO herdará uma empresa com parques, estúdios, streaming e ESPN. Pelos planos, D’Amaro liderará iniciativas de crescimento, incluindo expansão de cruzeiros e terrenos temáticos, e uma busca por equilíbrio criativo e financeiro.

Entre os desafios atuais, destacam-se custos elevados em lançamentos cinematográficos e no cruise system, além de pressões de recuperação de público para parques em meio a disputas com plataformas de streaming.

D’Amaro dirigia a divisão Experiences, a maior geradora de lucro da Disney, com receita de US$ 36 bilhões no último ano fiscal e cerca de 185 mil colaboradores.

Ao longo de sua carreira, o executivo liderou a Disney na abertura de atrações, negociações criativas e estratégias de experiência do cliente, ganhando reputação de líder resiliente e colaborativo.

Perspectivas e reação

A transição visa manter o legado da empresa ao mesmo tempo em que busca inovação e crescimento sustentado. Em comunicado, D’Amaro ressaltou a importância de talentos internos e da excelência criativa que define as histórias da Disney.

Analistas observam que a experiência de D’Amaro em parques é ponto positivo para a estratégia de expansão global. O desafio é equilibrar a televisão tradicional com o avanço de serviços de streaming.

A Disney também reforçou a equipe criativa, promovendo Dana Walden a presidente e diretora de criação, para assegurar alinhamento entre narrativa e negócios sob a liderança de D’Amaro.

Fontes indicam que o processo de sucessão envolveu mais de 100 candidatos, com Iger e James Gorman, presidente do Conselho, participando ativamente das etapas. Bloomberg acompanhou o panorama.

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