- O Itaú adota um modelo híbrido com dois dias por semana no escritório para a maior parte do banco, além de 100% presencial em algumas áreas e 100% remoto para poucos casos.
- As decisões sobre a jornada de trabalho são discutidas a cada seis meses pelo Comitê Executivo e pelo conselho, com anúncios em lives do CEO aos funcionários.
- A definição de cada modelo é baseada na análise de dados de entrega e na adesão à cultura, com mudanças anunciadas com antecedência.
- GenAI e IA generativa aparecem como pilares do programa, com uso para produtividade, avaliações de colaboradores e suporte a decisões, ainda em fase de testes.
- O Itaú trabalha em mais de quatrocentos projetos de IA, com cerca de trezentos e cinquenta profissionais dedicados, incluindo lançamentos de agentes de investimentos com IA para clientes.
A Itaú Unibanco permanece firme na sua estratégia de trabalho híbrido, combinando três modelos: 100% presencial, híbrido com dois dias na empresa por semana e 100% remoto em casos muito específicos. A mudança é discutida semestralmente pelo Comitê Executivo e pelo conselho, com comunicados feitos em lives do CEO aos quase 100 mil colaboradores.
Segundo Sergio Fajerman, VP de Pessoas, Marketing e Comunicação, a avaliação atual aponta funcionamento positivo: resultados estáveis e cultura em evolução. Contudo, ele alerta sobre impactos a longo prazo na formação de lideranças, destacando que não há resposta definitiva sobre o modelo remoto total.
A adoção é dividida por área e plataforma: agências e setores comerciais mantêm presença 100% presencial; o modelo híbrido fica a cargo da gestão de cada área, com flexibilidade de dias; e o 100% remoto ocorre em um grupo pequeno. As mudanças são baseadas em dados operacionais e de cultura, com transparência prévia.
GenAI e o futuro da produtividade
O executivo aponta que a IA generativa é um novo pilar, com foco na produtividade e na priorização de tarefas. O Itaú já testa soluções de IA para avaliações de funcionários, com relatos de desempenho e coleta de insumos qualitativos, por meio de um relator.
Um agente de IA, utilizado em testes em 2025, gera relatórios de avaliação a partir de dados e transcrições, guiado por prompts que integram cultura e diretrizes do banco. O objetivo é escalar o uso da IA com segurança e eficiência.
O banco mantém mais de 400 projetos em desenvolvimento com IA generativa, envolvendo cerca de 350 profissionais. Segundo Fajerman, o objetivo é equilibrar inovação com entrega efetiva, evitando dispersão de esforços.
Aplicação prática no atendimento ao cliente
Entre as aplicações está o lançamento de agentes de investimentos com suporte de IA generativa, cogitado para ampliar a base de clientes atendidos. A experiência do usuário é prioridade, com foco em segurança e melhoria da relação com o cliente, que soma uma base próxima de 100 milhões no país.
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