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Família Batista reorganiza J&F para melhorar acesso ao mercado de dívida

Família Batista reestrutura a J&F para ampliar acesso a mercados de dívida, centralizar finanças e alongar vencimentos, mantendo a JBS separada

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Membros da família Batista e executivos do PicPay na cerimônia de estreia do banco digital na Nasdaq no último dia 29 de janeiro de 2026 (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • A família Batista reorganiza a holding J&F para incorporar Eldorado Brasil Celulose, LHG Mining e Flora, buscando melhorar o acesso aos mercados de dívida e agilizar prioridades.
  • A J&F Investimentos deixa de usar o termo “Investimentos” no nome e adotará uma gestão financeira centralizada, mantendo operações independentes de cada empresa.
  • O conselho de administração terá sete membros, incluindo José Batista Sobrinho, Wesley e Joesley Batista, com Joesley presidindo o colegiado; Henrique Meirelles entra como conselheiro independente.
  • A JBS continua como negócio separado, com a J&F mantendo cerca de cinquenta por cento das ações; a empresa não está em busca de aquisições específicas no momento.
  • Em termos de dívida, a J&F obteve ratings de BB+ (perspectiva estável) pela S&P Global Ratings e Fitch, e Ba1 (perspectiva estável) pela Moody’s; pretende alongar vencimentos e avaliar emissões nos mercados local e internacional.

A família Batista está reorganizando a holding J&F para incorporar seus negócios de celulose, mineração e bens de consumo, visando ampliar o acesso a mercados de dívida e tornar as decisões mais ágeis. A mudança envolve retirar o sobrenome Investimentos do nome da J&F e incluir Eldorado Brasil Celulose, LHG Mining e Flora.

A gestão operacional de cada empresa continua separada, mas as finanças passam a ter uma gestão unificada dentro do grupo. O objetivo é fortalecer o conglomerado e centralizar decisões de crédito e captação de capital, mantendo autonomia operacional.

Novo desenho societário

A J&F terá um conselho de administração com sete membros, incluindo José Batista Sobrinho e os filhos Wesley e Joesley Batista, este último como presidente. Quatro vagas ficam para conselheiros independentes, entre eles Henrique Meirelles.

O CEO Aguinaldo Gomes Ramos Filho permanece no cargo, e Fernando Storchi, atual presidente da Eldorado, assume o posto de diretor financeiro. Será criado ainda um conselho fiscal e um comitê de auditoria independente.

A J&F mantém a JBS como empresa separada, com participação da família de cerca de 50% das ações. A JBS continua listada na NYSE desde 2025 e serve de referência de crédito para o grupo.

Perspectivas de dívida e governança

A estrutura já foi apresentada às agências de classificação de risco. S&P Global Ratings e Fitch atribuíram BB+ com perspectiva estável, enquanto Moody’s conferiu Ba1 com a mesma perspectiva. As notas ficam acima de JBS, de referência para o núcleo do grupo.

A empresa pretende padronizar resultados e ampliar divulgações para melhorar o perfil de crédito. Também avalia emitir dívida em mercados locais e internacionais, com vencimentos alongados. A gestão vê a JBS como referência para investidores e rating agencies.

Logo, a direção revela que não há aquisições específicas em pauta, mas a organização está preparada para grandes oportunidades que possam surgir. Em outubro, Ambar concordou em adquirir participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões.

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