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AstraZeneca investe US$ 18,5 bi em remédios de emagrecimento na China

AstraZeneca fecha acordo de até US$ 18,5 bilhões com CSPC para obesidade, mirando terapias mais baratas e dosagens mensais potenciais

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Negócio bilionário inclui direitos sobre composto semelhante ao GLP-1 e aposta em aplicação mensal
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  • A AstraZeneca concordou em pagar até US$ 18,5 bilhões à CSPC Pharmaceutical pelos candidatos a medicamentos para obesidade.
  • A parcela inicial é de US$ 1,2 bilhão por oito candidatos, incluindo quatro terapias injetáveis com potencial para obesidade e condições relacionadas.
  • A Astra terá direitos fora da China ao composto experimental mais avançado da CSPC, SYH2082, que deverá entrar em testes em humanos e imita GLP-1 e GIP.
  • O acordo dá acesso à tecnologia de peptídeos de ação prolongada da CSPC, visando dosagem mensal para facilitar o tratamento.
  • A AstraZeneca também anunciou investimento de US$ 15 bilhões na China até 2030 e houve reação variável nas bolsas após o anúncio.

AstraZeneca fechou acordo com CSPC Pharmaceutical para comprar até US$ 18,5 bilhões em candidatos a medicamentos para obesidade. A operação envolve pagamento inicial de US$ 1,2 bilhão por oito candidatos, incluindo quatro terapias injetáveis com potencial para tratar obesidade e condições relacionadas.

A estratégia da AstraZeneca visa acelerar a entrada no mercado de perda de peso, buscando opções mais acessíveis, fáceis de tomar e com preservação de massa muscular em relação às atuais. O CEO Pascal Soriot destacou esse objetivo em comunicado associado ao acordo.

Paralelamente, a empresa ampliará presença na China, com anúncio de investimentos de até US$ 15 bilhões até 2030, durante visita oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. A operação ocorre em meio a movimento de várias farmacêuticas em direção a terapias injetáveis de longa duração.

O acordo garante à AstraZeneca os direitos fora da China sobre o composto experimental mais avançado da CSPC, SYH2082, apto a entrar em testes em humanos e que imita hormônios GLP-1 e GIP, presentes em Zepbound, da Eli Lilly. Também assegura acesso à tecnologia de peptídeos de ação prolongada da CSPC.

Segundo a AstraZeneca, a tecnologia de dosagem mensal pode diferenciar seus produtos no mercado, com foco em reduzir descontinuidade de uso frente às terapias atuais que requerem aplicação semanal. Pesquisas apontam adesão de terapias GLP-1 em torno de 27% após um ano.

AstraZeneca já tem iniciativas com peptídeos injetáveis para obesidade, incluindo Wegovy, da Novo Nordisk, e avalia opções com amilina. A empresa licenciou anteriormente uma pílula de obesidade da Eccogene e desenvolve injetáveis direcionados a GLP-1 e ao glucagon, para regulação de açúcar no sangue.

A CSPC receberá marcos regulatórios e de desenvolvimento de até US$ 3,5 bilhões, além de possíveis pagamentos de até US$ 13,8 bilhões vinculados a vendas. A operação deverá fortalecer o portfólio da AstraZeneca fora da China, conforme o acordo se desenvolve.

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