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Correios registram crescimento de receitas com encomendas e mensagens

Correios registram prejuízo de 6 bilhões até setembro de 2025, mesmo com ligeiro crescimento em encomendas, e buscam 8 bilhões adicionais com cortes e fechamento de lojas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios foi alertada há dois anos de que corria risco de ficar sem dinheiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Nos três primeiros trimestres de 2025, os Correios tiveram prejuízo de 6 bilhões de reais, mesmo com receita de encomendas em 7,2 bilhões e de mensagens em 3,6 bilhões.
  • A receita total caiu por causa do programa Remessa Conforme, com redução de 2,2 bilhões entre 2023 e 2025, correspondente a 66% do montante de antes da implantação.
  • O monopólio de cartas em centros urbanos diminuiu, levando a participação de mercado de encomendas de 51% em 2019 a 22% atualmente (2025).
  • A empresa busca mais 8 bilhões de reais em recursos, já contratou empréstimo de 12 bilhões e planeja corte de custos, venda de imóveis e fechamento de 1 mil lojas, além de PDV para reduzir 18% da folha (até 2 mil funcionários).
  • O objetivo é chegar a 21 bilhões de reais de receita em 2027, com investimentos de 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, financiados pelo Banco do Desenvolvimento do Brics (NDB) para automação, TI e modernização da malha logística.

O Correios registrou prejuízo de R$ 6 bilhões no trimestre encerrado em setembro de 2025, ainda que as receitas com encomendas e mensagens tenham aumentado. O resultado é o maior desde 2022, em meio a atuação econômica desafiadora.

As encomendas e as mensagens somaram, respectivamente, R$ 7,2 bilhões e R$ 3,6 bilhões, conforme demonstrações financeiras. As operações internacionais, que antes respondiam por mais de 20% da receita, caíram significativamente.

O governo e a direção da empresa apontam que, apesar da recuperação contábil, o negócio continua andrestruturado e depende de ações para reequilibrar as contas.

Recursos e medidas em curso

A direção informou que a empresa busca mais R$ 8 bilhões para manter operações, após já ter contratado empréstimo de R$ 12 bilhões. O objetivo é sustentar o caixa enquanto avança a reestruturação.

Plano de reestruturação

Estimativas apontam corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de mil agências. Um PDV deve reduzir em até 15 mil o quadro de funcionários em até 2 anos.

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