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Emirados Árabes pedem que EUA e Irã avancem em acordo nuclear antes das negociações

Em meio aos esforços para retomar negociações, os Emiratos Árabes Unidos pedem acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã para evitar nova escalada na região

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei attends a meeting with students in Tehran
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  • Os Emirados Árabes Unidos pediram, nesta terça-feira, que EUA e Irã fechem um acordo nuclear e encontrem uma solução de longo prazo para as tensões, antes de retomarem as negociações entre os adversários e Estados da região.
  • O comentário foi feito pelo assessor do presidente dos Emirados, Anwar Gargash, durante o World Governments Summit em Dubai, destacando que a região não precisa de outra guerra.
  • Em Istambul, o enviado especial dos EUA para o Irã e o ministro das Relações Exteriores iraniano vão se encontrar para retomar o diálogo sobre o programa nuclear iraniano e evitar uma escalada regional.
  • O contexto inclui aumento militar naval dos EUA perto do Irã e a repressão aos protestos no país, que alimenta temores de uma intervenção militar.
  • Observadores dizem que Teerã teme que um ataque militar fragilize ainda mais o regime, e que, entre as condições puteadas por Washington, estariam restrições ao enriquecimento de urânio, ao programa de mísseis e ao apoio a proxies regionais, embora Teerã tenha rejeitado tais exigências.

O Emirado Árabes Unidos pediu aos Estados Unidos e ao Irã que fechem um acordo nuclear e busquem uma solução de longo prazo para as tensões. O apelo foi feito em meio à retomada das negociações entre as duas nações e aliados regionais, destacando que a região não precisa de uma nova guerra. O UAE é visto como potência regional influente e aliado próximo dos EUA.

Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados, afirmou em Dubai, durante a World Governments Summit, que a região já passou por confrontos graves e que negociações diretas entre Irã e EUA devem conduzir entendimentos estáveis para evitar crises futuras. A mensagem enfatiza a prioridade de estabilidade regional.

Diálogo diplomático em Istambul

Em Istambul, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, devem reunir-se para tentar revitalizar a diplomacia sobre o programa nuclear iraniano e dissipar temores de nova escalada regional. Participariam ainda delegações de países como Arábia Saudita e Egito, segundo informações de fontes diplomáticas.

O contexto envolve um aumento naval dos EUA perto do Irã, vinculado à repressão violenta a protestos mantenidos no mês anterior, elevando o risco de confronto na região. O ex-presidente Donald Trump havia pressionado por concessões iranianas, enviando uma flotilha próximo à costa, enquanto Teerã sinalizou que negociações estão em curso.

Segundo relatos de oficiais, as lideranças iranianas receiam que uma possível operação militar dos EUA desestabilize o país, levando a uma intensificação dos protestos já endêmicos. Três condições foram apontadas por fontes ligadas aos EUA como exigências para retomar as negociações.

Entre as condições, Zero enriquecimento de urânio, limites ao programa de mísseis balísticos e fim do apoio a grupos proxy regionais estariam na pauta, embora Teerã tenha considerado a terceira a mais sensível, vinculando-a a sua soberania.

Relatos de autoridades iranianas indicam que a liderança teme que um ataque possa romper o controle sobre a ordem pública e provocar novas manifestações, agravando a crise interna. O debate diplomático segue como tentativa de evitar um conflito mais amplo no Oriente Médio.

Na situação regional, a influência de Teerã tem sido contestada por ações de adversários e mudanças de alianças. Ataques israelenses contra seus aliados na região, como Hamas, Hezbollah e outras milícias, contribuíram para o panorama de insegurança.

Imagens de satélite recentes sugerem reparos em alvos nucleares iranianos, com obras emergentes em Isfahan e Natanz desde dezembro. As aferições, feitas pela Planet Labs e analisadas pela Reuters, indicam mudanças limitadas, sem restauração completa das instalações atacadas no passado.

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