- Sebastián Marset, empresário e suposto traficante uruguaio, foi preso na Bolívia; ele é acusado de tráfico de cocaína para a Europa e de ter ordenado o assassinato de um procurador paraguaio durante a lua de mel na Colômbia, em 2022, e já é procurado nos EUA por lavagem de dinheiro, com extradição em curso.
- A detenção ocorre em um momento de aproximação entre Bolívia e Estados Unidos, sob o governo de Rodrigo Paz, após quase duas décadas de tensões.
- A investigação aponta que Marset construiu redes com grupos criminosos no Brasil e na Itália, incluindo Primeiro Comando da Capital e a máfia calabresa ’Ndrangheta, durante a sua trajetória inicial.
- Após ser preso pela primeira vez em 2013 no Uruguai, ele cumpriu pena, foi liberto em 2019 e atuou a partir do Paraguai com passaporte boliviano falso, fortalecendo seus laços de tráfico.
- Em 2021 ele foi detido em Dubai com passaporte paraguaio falso, liberado dias depois; em 2022 mudou-se para a Bolívia, usando o nome Luis Paulo Amorim Santos, e foi localizado em Santa Cruz de la Sierra, onde já havia escapado anteriormente.
O Boliviano Sebastián Marset, acusado de tráfico de drogas e de ter ordenado o assassinato de um procurador paraguaio, foi preso na Bolívia. A operação envolve cooperação entre autoridades bolivianas e dos EUA, e resulta em sua extradição prevista para os Estados Unidos.
Marset, de 34 anos, é suspeito de movimentar toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa. As investigações o relacionam a redes de crime organizado atuando junto ao Primeiro Comando da Capital e à máfia italiana, entre outros grupos.
O arresto ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, cidade onde Marset já havia se escondido. Segundo informações oficiais, ele foi localizado após um longo monitoramento das autoridades locais e federais.
Detalhes da prisão
A interior ministry boliviano informou que Marset será extraditado aos EUA, onde é alvo de acusações de lavagem de dinheiro em bancos norte-americanos. A confirmação, publicada nesta sexta-feira, não detalha a data exata da saída.
Autoridades paraguaias apontam que o grupo de Marset esteve ligado a operações que resultaram na morte do procurador Marcelo Pecci, assassinado em 2022 durante a lua de mel na Colômbia.
Na Bolívia, Marset já havia sido visto em alberges públicos e até apareceu em partidas de futebol de um time de segunda divisão, mantendo um perfil discreto para evitar a exposição.
Contexto regional
Desde 2023, a rede de Marset era alvo de investigações em vários países, com operações de trânsito de cocaína para a Europa e lavagem de dinheiro. A prisão marca o retorno de cooperação entre Bolívia e EUA após anos de tensões políticas.
Marset foi preso pela primeira vez em 2013 por tráfico de drogas e chegou a cumprir parte da pena no Uruguai. Em 2019, passou a atuar com passaportes falsos, o que ampliou sua atuação na região.
O caso reabre debates sobre alianças regionais no combate ao crime transnacional e sobre a atuação de autoridades em fronteiras críticas para o tráfico de cocaína.
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