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Retrato falado de El Mencho é divulgado

El Menchito, filho de El Mencho, tornou-se braço direito e peça-chave do fentanilo, segundo testemunhos que culminaram na condenação à prisão perpétua

Portadas de periódicos en Ciudad de México, el 23 de febrero.
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  • El Menchito, filho de El Mencho, foi condenado à cadeia perpétua nos Estados Unidos; ele recorreu da sentença em dezembro.
  • Depoimentos de ex-colaboradores, como El Pelón e El Indio, mostram que o Menchito era protegido pelo pai e visto como herdeiro do CJNG, influenciando a organização.
  • Segundo relatos, o Menchito esteve envolvido na operação que derrubou um helicóptero militar em 2015, entregando uma bazuca a um sicário e ajudando a evitar a captura de El Mencho.
  • A imprensa indica que o CJNG entrou no negócio do fentanilo em 2013, impulsionado pelo Menchito, com interceptações de mensagens sobre produção e transporte de precursores.
  • Mesmo com El Mencho morto e o Menchito preso, há controvérsia sobre a liderança e o escopo do cartel, com relatos divergentes sobre o perfil do chefe e da organização.

Rubén Oseguera, conhecido como El Menchito, teve relatos apresentados por ex-colaboradores em tribunais dos EUA sobre a relação com seu pai, Nemesio Oseguera, o Mencho. O foco é o início da atuação do CJNG no fentanilo e a participação do herdeiro na organização.

Segundo testemunhos, o Menchito era próximo do pai e atuou como intermediário estratégico. Em relatos de presos na prisão de Altiplano e em depoimentos, ele foi descrito como alguém que influenciava decisões cruciais do cartel, inclusive no que diz respeito a operações violentas.

Os relatos apontam que o CJNG passou a se dedicar ao fentanilo após a entrada do Menchito no negócio em 2013. Interceptações e documentos de investigadores indicam que o filho pretendia ampliar o império com o uso de precursores e produção do opioide sintético.

Entre as testemunhas, destaca-se El Indio, que descreve a influência direta do Menchito sobre o pai e a proteção ao herdeiro. O Indio relatou que o Mencho parecia confiar no filho como braço direito e como vetor de expansão do cartel.

Outras fontes citam que o relacionamento entre pai e filho moldou a estrutura do CJNG, com o Menchio exercendo papel central na gestão, comunicação e operações da organização durante anos. A narrativa indica uma transformação no perfil do líder e na condução do grupo criminoso.

Documentos judiciais revelam ainda a participação de El Árabe, conhecido como El Bayeh, no planejamento financeiro do cartel, incluindo o fentanilo. Interceptações indicam que o Menchito coordenava ações envolvendo produção e transporte de precursores químicos.

Conforme o material judicial, o Menchito possuía variados alias e era visto como figura com poder igual ao do pai dentro da hierarquia da organização. A relação entre os dois é retratada como fator determinante para o alcance do CJNG.

O processo envolve o julgamento do Menchito nos EUA, com condenação à cadeia perpétua que foi objeto de recurso apresentado em dezembro. Os relatos colhidos em tribunal ajudam a traçar o perfil do líder, bem como a evolução do cartel.

Até o momento, o CJNG é descrito como enfrentando desfalques significativos após a prisão do Menchito e a morte do Mencho, segundo a cobertura de fontes. A investigação continua para esclarecer a extensão de atividades e redes do cartel.

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