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El Mencho, o capo discreto que redesenhou o mapa do crime no México

El Mencho, líder do CJNG, morre em operação policial; fim de uma era que expandiu extorsão, tráfico e violência para além do México

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  • Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, era fundador e líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), mafia com atuação além do tráfico de drogas e com capacidade de assassinatos a juízes, políticos e militares. Morreu em operação policial realizada neste domingo.
  • O CJNG expandiu o poder por todo o México e boa parte dos Estados Unidos, com atuação descentralizada, extensão em extorsão, roubos e tráfico de migrantes.
  • A trajetória de El Mencho começou na década de noventa, quando atuava como sicário; em 2010 criou o CJNG, que surgiu como um braço do narcotráfico sinaloense, e ganhou notoriedade com ataques em Veracruz em 2011, recebendo o epíteto de “matazetas”.
  • Ao longo dos anos, o grupo realizou atos de violência extrema e propaganda para legitimar sua atuação, incluindo ataques a forças de segurança e assassinatos de pessoas ligadas ao governo. A Justiça dos Estados Unidos elevou o CJNG como uma das organizações mais perigosas.
  • O círculo próximo de El Mencho envolvia a esposa Rosalinda González Valencia, “La Jefa”, o irmão Antonio Oseguera e outros familiares; o grupo Los Cuinis, ligados à família, também figura entre seus aliados.

Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, liderou o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) e transformou o crime organizado no México, expandindo atividades para além da droga. O cartel acumula influência, extorsão, tráfico de pessoas e violência contra autoridades.

A história de El Mencho começa em Michoacán, com passagens precárias pela fronteira dos EUA. Em 2010, o CJNG surge como braço armado de grupos ligados a Sinaloa, consolidando-se na região e buscando espaço nacional.

Em 2011, uma ação marcante revelou o poder do grupo: 35 corpos foram deixados na rodovia de Boca del Río, Veracruz, em um atentado atribuído a facções rivais. A brutalidade ajudou a forjar uma reputação associada a “matazetas”.

A relação com Sinaloa foi instrumental, mas não durou. Após a morte de um líder, o CJNG passou a agir de forma autônoma, investindo em diplomacia com autoridades e na descentralização de operações, segundo autoridades de segurança.

Com táticas de propaganda e demonstração de força, o grupo expandiu seu poder para Michoacán e Jalisco, promovendo uma imagem de estabilidade em áreas sob controle, ainda que haja violência associada a disputas por territórios.

A rede de apoio de El Mencho incluiu familiares próximos, como o nomeado chefe de família Rosalinda González Valencia, conhecida como La Jefa, associada aos Los Cuinis. Vínculos com operações financeiras aparecem em investidas de lavagem de dinheiro e negócios legais.

Nos últimos anos, autoridades dos EUA apontaram membros próximos como alvo de ações judiciais e prisões, incluindo familiares. A operação contra o CJNG segue com esforços para reduzir a infiltração do grupo no mercado de drogas sintéticas, sobretudo metanfetamina.

Desde a detenção de aliados e familiares até ataques que atingiram autoridades, a saga de El Mencho marca uma fase de acentuada violência, reformas estratégicas e desencadeamento de uma cartografia criminosa com alcance transnacional.

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