- O presidente Emmanuel Macron anunciou novas lideranças para dois museus importantes da França: Christophe Léribault comandará o Louvre e Annick Lemoine ficará no Musée d’Orsay.
- Léribault substituirá Laurence des Cars, que pediu demissão em 24 de fevereiro após o escândalo de roubos e bilheteira no Louvre.
- Lemoine assume o Orsay após a morte repentina de Sylvain Amic em novembro, cargo vago desde então.
- As nomeações foram propostas pela ministra da Cultura, Rachida Dati, que pode deixar o governo para concorrer à prefeitura de Paris em março.
- Os desafios incluem pacificar o Louvre após o roubo de joias em 19 de outubro, enfrentar greves dos funcionários e decidir sobre a nova entrada e a infraestrutura antiga, com orçamento inicial de 100 milhões de euros em estudos e 17 milhões em planos.
Christophe Léribault será o novo presidente e diretor do Musée du Louvre, após a renúncia de Laurence des Cars na véspera. Annick Lemoine assume a presidência do Musée d’Orsay, em vaga aberta pela morte súbita de Sylvain Amic. As nomeações foram anunciadas hoje pelo presidente Emmanuel Macron.
A decisão foi apresentada após a cultura francesa enfrentar tensões no setor. O Louvre enfrenta ainda questões ligadas ao roubo de joias reais, críticas sobre uma futura entrada e problemas de infraestrutura, que exigem gestão diplomática com sindicatos.
Léribault, 62, foi presidente do Palácio de Versailles e tem trajetória ligada aos museus parisienses. Iniciou como curador no Carnavalet, dirigiu o Delacroix Museum e liderou o Petit Palais antes de chegar ao Orsay e, agora, ao Louvre.
Lemoine, 56, é especialista em pintura europeia dos séculos 17 e 18. Foi diretora do Petit Palais e, anteriormente, responsável pelo Cognacq-Jay no acervo do Município de Paris. Tem atuação destacada em exposições no Louvre e Villa Medici.
As mudanças foram propostas pela ministra da Cultura, Rachida Dati, que deve deixar o governo em breve para concorrer à Prefeitura de Paris. Macron disse que Léribault terá a tarefa de apaziguar o Louvre diante de críticas e conflitos recentes.
Ambos indicados para os cargos refletem uma estratégia de continuidade institucional. O governo busca manter liderança estável nos dois museus mais visitados da França, respondendo a demandas internas e externas.
Léribault assume com o desafio de lidar com quedas de produção interna e greves no setor cultural. A gestão anterior discutia um orçamento de estudos para um novo acesso ao Louvre, além de investimentos em infraestrutura.
Lemoine chegará a uma instituição em meio a debates sobre curadoria moderna e programação, mantendo o foco na preservação do patrimônio e na apresentação de acervos de pintura europeia.
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