- O primeiro-ministro Keir Starmer lidera uma visita de três dias à China com uma delegação de diretores de museus, incluindo Tim Reeve, do Victoria and Albert Museum, para fortalecer laços culturais.
- A missão busca ampliar a colaboração, mas também levantar áreas de discordância com a China, incluindo temas de direitos humanos.
- Estão na comitiva diretores de museus como o Natural History Museum, North East Museums, Birmingham Museums Trust e National Museums Liverpool.
- Starmer encontrou-se com o presidente Xi Jinping e o premier Li Qiang em Pequim; a China concedeu visto de turismo e negócios sem visto por trinta dias.
- O governo britânico pretende ampliar o acesso em setores como serviços financeiros, indústrias criativas e ciências da vida; há ressalvas sobre direitos humanos nesse contexto.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, iniciou uma missão cultural na China de três dias, visando fortalecer laços institucionais e comerciais com o setor criativo. A comitiva inclui diretores de museus britânicos e chegou ao país na quinta-feira. A viagem busca aprofundar cooperação e, ao mesmo tempo, trazer à tona divergências em áreas de interesse estratégico.
Entre os participantes está Tim Reeve, vice-diretor do Victoria and Albert Museum (V&A). O grupo também contempla representantes de outras instituições, como o Natural History Museum, além de gestores de museus regionais. O objetivo principal é ampliar parcerias, intercâmbios e projetos conjuntos de exposição e pesquisa.
A ação ocorre em meio a um contexto geopolítico volátil e a uma década de mudanças políticas em Hong Kong. A delegação pretende mostrar ao público chinês a força de colaboração entre museus britânicos e instituições locais, reforçando uma relação que já passou por acordos de cooperação e turnês de mostras.
Keir Starmer reuniu-se com autoridades chinesas em Pequim para tratar de comércio e investimento, com foco na ampliação de atividades conjuntas nos setores financeiro, criativo e científico. Também houve discussão sobre mobilidade de visitantes, com a China aprovando a concessão de visto de curta duração para britânicos.
No âmbito cultural, o governo britânico pretende explorar áreas de cooperação que possam impulsionar o crescimento econômico e a capacidade de pesquisa. Contudo, o primeiro-ministro também sinalizou a necessidade de abordar questões de direitos humanos com a China, conforme o posicionamento oficial do governo.
Anais de cooperação já existentes incluem parcerias entre Tate e o Pudong Museum of Art, além de colaborações entre a National Gallery de Londres e museus chineses. Tais iniciativas não representam endosso de políticas nacionais, conforme comunicados das instituições envolvidas.
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