- Sindicatos CGT, Sud e CFDT anunciam greve no Louvre a partir de segunda-feira para exigir reformas urgentes, mais funcionários e melhorias rápidas.
- O movimento também protesta contra o aumento de tarifas para visitantes não‑EU, que passará a €32 a partir de janeiro, representando 45% de alta.
- O Louvre, com cerca de 2.100 funcionários, pode enfrentar fechamento parcial ou total em dias de greve, em plena temporada de público.
- Em outubro houve um roubo de joias avaliado em € 88 milhões, seguido por um vazamento de água que atingiu arquivos e levou ao fechamento de galeria por questões de segurança.
- Um estudo de reorganização do museu será conduzido por Philippe Jost no próximo mês, com a diretora Laurence des Cars e os sindicatos já alertando sobre condições e custos de manutenção.
O Louvre, museu mais visitado do mundo, terá greve de três sindicatos a partir de segunda-feira. O movimento exige reformas urgentes, aumento de funcionários e protesto contra a subida de tarifas para visitantes não europeus. O objetivo é financiar melhorias estruturais.
Os sindicatos CGT, Sud e CFDT coordenam a paralisação. Eles afirmam que cortes de pessoal desde 2015 e subinvestimento estatal agravaram riscos de segurança e comprometem a manutenção do acervo, sobretudo após o roubo de joias em outubro.
O museu recebeu cerca de 8,7 milhões de visitas no último ano. A greve pode levar a fechamentos parciais ou totais por dias, principalmente em períodos de pico, conforme a adesão dos trabalhadores.
Greve e impactos
A cobrança de €32 para visitantes não europeus, com alta de 45%, é vista como discriminatória pelos sindicatos. Eles denunciam que o aumento busca financiar reformas sem melhoria no atendimento e na segurança.
Contexto de segurança e obras
Em outubro, uma quadrilha levou joias avaliadas em €88 milhões em sete minutos. Quatro suspeitos foram detidos, mas as joias não foram recuperadas. Em novembro, uma fuga de água atingiu o departamento egípcio, danificando materiais.
Reorganização e próximos passos
O Ministério da Cultura encomendou estudo com Philippe Jost, para avaliar uma reorganização profunda do Louvre no mês que vem. A direção do museu e os sindicatos já vinham alertando sobre condições internas antes do assalto.
Contexto institucional
A diretora Laurence des Cars e o governo francês já anunciaram medidas de infraestrutura, incluindo uma nova entrada ao museu. O objetivo é reforçar a segurança e a capacidade de atendimento, tornando as visitas mais estáveis.
Entre na conversa da comunidade