- Lula classificou de “inaceitável” a captura e prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e disse não haver justificativa para a operação.
- O presidente brasileiro afirmou que, se Maduro for processado, o julgamento deveria ocorrer na Venezuela, não no exterior.
- A declaração ocorre durante a visita de Lula à Índia, onde participa de acordos bilaterais, em meio à repercussão da intervenção militar norte‑americana em Caracas.
- A sucessora de Maduro, Delci Rodríguez, fechou acordos com os EUA, incluindo exploração de petróleo e liberação de presos políticos.
- No âmbito internacional, o episódio reacende debate sobre jurisdição extraterritorial e soberania, com Lula defendendo que a América do Sul siga como “zona de paz” e não intervenha nos assuntos de outros países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como inaceitável a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e afirmou que não há justificativa para a operação. Em entrevista à India Today, Lula disse que, se o ditador venezuelano precisar responder à Justiça, o julgamento deveria ocorrer na Venezuela, não no exterior.
A declaração ocorre durante a visita oficial do presidente brasileiro à Índia, onde Lula participa de encontros e firmou acordos bilaterais. A repercussão da detenção de Maduro, ocorrida no início de janeiro durante uma operação militar norte-americana, continua a gerar impactos na região.
Apesar das críticas de Lula, a sucessora de Maduro, Delci Rodríguez, assinou acordos com o governo dos EUA, incluindo exploração de petróleo por companhias norte-americanas e libertação de presos políticos, conforme informado pela imprensa internacional.
Lula tem reiterado que o episódio viola a integridade territorial venezuelana e pode estabelecer um precedente para o direito internacional. O presidente brasileiro está recebendo a narrativa de defesa da soberania e da não intervenção na região como prioridade no contexto regional.
No âmbito interno, a situação alimenta críticas da oposição e reacende o debate sobre a postura do Brasil frente ao regime chavista e às tensões geopolíticas. Internacionalmente, a captura reacende discussões sobre jurisdição extraterritorial e o papel das grandes potências na política latino-americana.
A presença de Maduro no radar internacional é vinculada à acusação de narcotráfico associada à operação, o que intensifica o debate sobre limites de intervenção externa. Lula tem defendido que a América do Sul deve seguir como uma região de estabilidade e diálogo.
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