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Donos de sites são alertados a não explorar o Dia Internacional da Mulher

Mais de 900 assinantes assinam carta pedindo que o site internationalwomensday.com contribua de forma significativa ou se afaste, após a ONU se distanciar da iniciativa

A Guardian report found that a London-based marketing firm operated the website that many brands mistakenly understood to be linked to International Women’s Day.
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  • Mais de novecentos pessoas assinaram uma carta aberta pedindo aos donos do site internationalwomensday.com que contribuam de forma significativa ou se afastem.
  • A página divulga temas do Dia Internacional da Mulher, mas a ONU já se distanciou do site, que não é oficialmente ligado à organização.
  • Este ano, o tema apresentado é “Give to Gain”; algumas instituições britânicas adotaram o tema como se fosse oficial.
  • Os donos do site afirmam que não existe um responsável pelo movimento e que o site é apenas um dos grupos que celebram o dia; a empresa é de Glenda Slingsby.
  • Críticos apontam uso comercial do tema, parcerias com empresas e venda de merchandising, além de pedirem maior transparência sobre onde vão os recursos.

Um grupo de mais de 900 pessoas assinou uma carta aberta aos donos do site internationalwomensday.com, pedindo que contribuam de forma efetiva com a pauta ou se afastem. A iniciativa questiona a exploração comercial do movimento em torno do Dia Internacional da Mulher.

A carta, redigida por dois profissionais do Reino Unido, circula amplamente nas redes sociais. O texto acusa o site de lucrar com a mobilização social sem tratar as questões estruturais que originaram a data.

Em dezembro, o Guardian revelou que havia uma empresa de marketing londrina operando o site há anos, em geral sem vínculo claro com a Organização das Nações Unidas. A ONU já afastou-se publicamente do site.

Desdobramentos e respostas

A ONU enfatiza que não é proprietária nem responsável pelo conteúdo do site, que divulga temas anuais distintos do tema oficial da agência. Este ano, o tema apresentado foi Give to Gain, segundo os autores da carta.

Empresas de destaque e instituições britânicas teriam adotado temas promovidos pelo site, como exemplos de marcas associadas ao calendário de atividades, o que motivou questionamentos sobre a relação entre patrocínios corporativos e a agenda institucional.

Do lado dos signatários, Belinda Batt, coach que trabalha com mães, afirmou que o conteúdo do site gera confusão entre a comemoração oficial e o movimento por direitos das mulheres. Ela destaca a necessidade de clareza sobre o destino de recursos arrecadados.

Mo Kanjilal, fundadora de uma empresa de diversidade e inclusão, também assinou a carta. Ela critica o tom comercial do tema deste ano e ressalta casos de violações de direitos de mulheres em diferentes cenários, defendendo ações mais concretas.

Batt reforça a cobrança por transparência sobre o uso dos recursos obtidos pelo site e questiona se parte dos lucros beneficia causas voltadas à promoção dos direitos das mulheres.

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