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Narges Mohammadi enfrenta nova pena de mais de sete anos de prisão

Narges Mohammadi recebe nova sentença de sete anos e meio de prisão, com exílio interno em Khusf e proibição de viagem, em meio à repressão no Irã

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ali Rahmani, son of Narges Mohammadi, an imprisoned Iranian human rights activist, who was awarded the Nobel Peace Prize 2023, speaks after receiving the award on behalf of his mother at Oslo...
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  • Narges Mohammadi foi condenada a sete anos e meio de prisão, segundo a Fundação Narges, após uma semana de greve de hunger strike.
  • A defensora olímpio-nobel de 53 anos informou ao advogado, por telefone, que recebeu a sentença no sábado, de acordo com a fundação.
  • A pena inclui seis anos por reunião e conspiração contra a segurança nacional e um ano e meio por propaganda contra o governo; há ainda dois anos de exílio interno em Khusf e duas proibições de viagem.
  • Mohammadi permanece em um centro de detenção em Mashhad, após ter sido presa em 12 de dezembro por denúncias sobre o assassinato de um advogado e por desestabilizar a ordem pública.
  • A Nobel da paz de 2023 tem resistido a prisões repetidas ao longo de três décadas pela defesa dos direitos das mulheres; o Irã tem intensificado ações contra dissidentes durante os protestos que começaram em dezembro.

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, foi condenada a mais de sete anos de prisão, segundo um grupo de apoio. A nova sentença, de 7,5 anos, foi anunciada neste fim de semana.

A ativista iraniana, de 53 anos, está há décadas na linha de frente da defesa dos direitos das mulheres. Mohammadi está presa após uma série de prisões ligadas à sua atuação e às protestos anti-governo no Irã.

Ela estava em uma greve de fome de uma semana, que terminou no domingo. A família, por meio da Narges Foundation, informou que Mohammadi recebeu a sentença no sábado, após conversar por telefone com seu advogado na prisão.

Mohammadi foi detida em 12 de dezembro, após denunciar a morte suspeita da advogada Khosrow Alikordi. A acusação cita passagens em Mashhad que teriam incentivado a desordem e a provocação de protestos durante o memorial da advogada.

A Organização de Mohammadi relata que, após semanas de isolamento, ela conseguiu contato breve com o advogado. A detenção ocorre em um centro de custódia em Mashhad, segundo a fundação.

A pena total inclui seis anos por reunião e conluio contra a segurança nacional e 1,5 ano por propaganda contra o governo. Além disso, foi imposta exílio interno por dois anos em Khusf e proibida de viajar por dois anos.

Mohammadi foi agraciada com o Nobel da Paz em 2023, ainda presa, em reconhecimento à sua campanha contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres. A família e apoiadores descrevem a liderança da ativista como central para a mobilização no Irã.

Contexto: o Irã vem endurecendo o reprimido nos protestos que ganharam força no fim de 2023 e início de 2024. Autoridades afirmam que as ações visam manter a ordem pública e a segurança nacional. As informações que retardam a comunicação são citadas pela fundação da ativista.

Fonte: Reuters, com atualizações da Narges Foundation.

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