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Mercado global aponta queda na produção mundial de petróleo

Pico do petróleo segue indefinido: AIE prevê demanda estável até 2030, Opep estima alta até 2050, enquanto transição energética acelera e geopolítica aperta a oferta

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Foto: Arquivo/Agência Petrobras
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  • O debate atual sobre o petróleo foca em quando a demanda mundial vai atingir o pico, não mais a escassez.
  • A Agência Internacional de Energia projeta demanda estável em cerca de 102 milhões de bpd até 2030; a Opep vê demanda crescendo até cerca de 123 milhões de bpd até meados do século.
  • A pressão do governo dos Estados Unidos levou a AIE a reintroduzir um cenário mais conservador, prevendo menor crescimento de oferta após 2028.
  • As descobertas de novos campos estão em decline, com os campos antigos encolhendo rápido e maior dependência de poços de xisto e perfuração em águas profundas.
  • Poucos países avançam na transição para energia limpa; EUA sob Trump fortalecem produção doméstica, enquanto outros setores priorizam políticas de veículos elétricos e metas climáticas.

O mundo caminha para um eventual aperto na produção de petróleo, mas o debate se transformou. Em vez de temer a escassez, analistas discutem quando a demanda atingirá o pico, impulsionada pela transição para veículos elétricos e energia limpa. O tema divide opiniões entre autoridades, empresas e governos.

A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta demanda estável em torno de 102 milhões de barris por dia até 2030, sob o Cenário de Políticas Declaradas. Já a Opep aposta em crescimento contínuo, estimando quase 123 milhões de bpd no meio do século. As duas organizações concordam: manter o fornecimento exige investimentos constantes.

Sob influência política, a AIE reintroduziu o cenário conservador a pedido de Washington. A projeção aponta desaceleração da oferta após 2028, com maior dependência da Opep. A demanda pode chegar a 113 milhões de bpd até 2050 caso promessas climáticas não sejam implementadas.

Perspectivas sobre demanda e oferta

Franziska Holz, do DIW Berlin, vê a retomada conservadora como sinal de atraso na transição climática. Ela comenta que o cenário reforça a necessidade de acelerar substituição dos combustíveis fósseis.

O caminho da oferta preocupa por desabastecimento gradual. A AIE alerta que antigos campos reduzem produção rapidamente sem novos investimentos. A indústria depende mais de poços de xisto e de projetos novos para manter o ritmo global.

Novas descobertas e campos envelhecidos

Especialistas lembram que o boom do fraturamento hidráulico nos EUA tende a chegar ao fim, com melhorções de exploração já esgotadas. A taxa de declínio tende a acelerar, pressionando a produção mundial.

O professor Antonio Turiel aponta que 80% dos campos petrolíferos já passaram do auge de produção. Ele estima quedas anuais acentuadas antes de 2030, com reduções relevantes nos próximos 20 anos caso geopolítica desfavorável emerja.

Caminho da transição energética

Poucos países consolidaram políticas de transição para energia limpa. Noruega, China e União Europeia avançam com estratégias fortes, enquanto os EUA sob Trump ampliaram a produção e reduziram apoio aos elétricos. Analistas veem impacto global dessas políticas na velocidade da transição.

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