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Diversidade de corpos retorna à London Fashion Week; indústria foca no ultrafino

Desfiles de Londres mostram retomada da diversidade corporal, com modelos de UK 10 a 22 e curvas, em meio a casting de rua e foco em ampliar o elenco.

Models on the catwalk at the Karoline Vitto show at 180 Strand London, during London fashion week.
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  • A diversidade de corpos voltou às passarelas de Londres, com designers emergentes incluindo modelos de diferentes medidas em desfiles nos últimos quatro dias.
  • Karoline Vitto, Phoebe English e Sinead Gorey apresentaram uma faixa de tamanho que vai desde UK 10–16 (mid-size) até tamanho plus, além de modelos de UK 4–8 (sample size).
  • Em alguns desfiles, houve uso de casting de rua, mais barato e que busca refletir um público mais amplo, incluindo modelos que cobriram seus próprios custos de viagem.
  • Vitto destacou a importância de mostrar roupas para diferentes medidas para que o público veja como as peças ficariam nelas; a grife dela atende UK 8 a UK 22.
  • Apesar de avanços, especialistas apontam que a representação de modelos plus e mid-size ainda é limitada e associada a uma tendência de retração da indústria rumo à magreza, influenciada, entre outros fatores, por drugs de perda de peso na cultura de consumo.

A diversidade de corpos voltou a marcar as passarelas da London Fashion Week, mesmo diante de uma tendência mais acentuada de ultrafino na indústria. Designers emergentes como Karoline Vitto, Phoebe English e Sinead Gorey mostraram modelos com silhuetas variadas nas últimas quatro sessões de desfiles. As roupas foram apresentadas em tamanhos que vão do UK 10 ao 22, cobrindo desde o que a indústria classifica como mid-size até o plus-size, com o sample size variando entre UK 4 e 8.

Vitto, em seu retorno após dois anos, destacou que o desfile refletiu uma faixa de corpos diferente da que costuma dominar as passarelas. Ela afirma ter escolhido modelos que representassem as medidas da própria marca, para que o público possa visualizar como as peças ficariam em diferentes corpos. Em seu laboratório criativo, a marca trabalha do UK8 ao UK22.

Enquanto isso, além de Vitto, outras marcas investiram em castings que privilegiam diversidade. English reuniu 12 looks com modelos que incluíram a mãe da própria designer e a escritora Aja Barber. Gorey mostrou curvas com corsetry e saias longas, mantendo o foco em peças estruturadas que valorizam diferentes proporções.

Diversidade de corpos no lineup

Alguns criadores recorreram ao street casting, método de seleção feito na rua ou via redes sociais, menos oneroso que as agências tradicionais e que facilita a participação de modelos não anunciadas. O objetivo é ampliar o conjunto de referências apresentadas às pessoas que assistem aos desfiles.

Organizadores ressaltam que a participação de modelos com diferentes proporções é uma prática ainda incompleta no setor. Embora as marcas emergentes promovam mudanças, especialistas lembram que a liderança das grandes casas continua sendo crucial para consolidar padrões inclusivos de mercado. Em paralelo, a indústria tem observado uma normalização da estética mais magra em Hollywood e no consumo de moda, impactando também o casting.

Em meio às discussões, a diversidade etária também ganhou espaço nas passarelas, com representantes de 40 anos ou mais, marcando presença em desfiles de casas como Erdem e Emilia Wickstead. A tendência aponta para uma visão mais ampla de representatividade, mesmo diante de pressões de mercado e de tendências dominantes.

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