- A grife italiana Moncler desenhou os uniformes do Time Brasil para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, com casacos puffer de nylon para a abertura e botas emborrachadas.
- O rosto da campanha brasileira é o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que tem dupla cidadania e passa a representar o Brasil no esporte desde 2024.
- Os Estados Unidos mantêm a parceria com a Ralph Lauren para os uniformes, enquanto a Itália fechou com a Giorgio Armani para os itens de alto estilo usados no desfile de abertura.
- O espaço entre moda de luxo e esporte vem ganhando força, impulsionado pela exposição global das transmissões e pelas redes sociais.
- Em termos de mercado, a indústria de moda de luxo mostra recuperação modesta e mira o esporte como novo público, com preços de peças caras como casacos puffer acima de R$ 15 mil.
A apresentação do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina contou com um uniforme assinado pela grife italiana Moncler, em parceria com o estilista gaúcho Oskar Metsavaht. Os casacos puffer, de nylon, abriram a cerimônia, acompanhados de botas emborrachadas. A escolha reforça a presença da moda de luxo no esporte.
O rosto da campanha foi o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que atua sob cidadania brasileira e norueguesa. Braathen, patrocinado pela Moncler desde 2024, representa a ponte entre o futebol de luxo e o esporte brasileiro. A iniciativa simboliza a entrada de marcas de alto padrão no circuito olímpico.
A tendência de parcerias entre moda de luxo e Olimpíadas não é nova nos EUA, que mantêm parceria com Ralph Lauren há quase uma década. Em Milão-Cortina, a marca assinou os sobretudos, suéteres e calças dos norte-americanos no desfile de abertura. A Itália ficou com Armani para o vestuário doméstico.
Moncler mira um mercado pouco explorado: o Brasil
A Moncler amplia presença internacional ao mirar o Brasil, ainda pouco explorado, mas com potencial de consumo crescente no esporte. Além de patrocínios pontuais, o país representa um público que demanda produtos de luxo ligados ao estilo de vida esportivo.
A indústria de luxo observa o crescimento de participação da moda em eventos esportivos, com impacto na exposição global de marcas. Milão-Cortina serviu como cenário para esse movimento, impulsionado pela visibilidade das transmissões e das redes sociais.
Cenário econômico e preço
Dados da Bain Worldwide indicam recuperação modesta do setor de moda em 2025, com US$ 1,7 trilhão em vendas. Grifes como Louis Vuitton também tiveram desempenho sólido no fim de 2025, fortalecendo o debate sobre o crossover com o esporte.
O preço de itens da Moncler costuma ser elevado: um casaco puffer pode superar R$ 15 mil, e camisas estampadas chegam a mais de R$ 2.500. Tais valores ilustram as barreiras de acessibilidade para o grande público.
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