- O Lyst Index do segundo trimestre confirma Saint Laurent e Miu Miu nas duas primeiras posições, indicando preferência por marcas familiares em um cenário geopolítico instável.
- COS chega ao terceiro lugar, com crescimento de 60% na demanda, e Massimo Dutti estreia no Top 20 com alta de 59%, impulsionada pela jaqueta puffer.
- Nike retorna à lista de marcas mais desejadas após mais de dois anos, refletindo força de colaborações estratégicas e modelos clássicos de tênis.
- Ralph Lauren avança no ranking com buzz digital, enquanto Burberry vê demanda pelo cachecol xadrez crescer, validando foco em itens reconhecíveis.
- O índice sugere mudança de comportamento para o borecore — peças funcionais, discretas e duráveis — com consumidores em postura de espera diante de novas narrativas de marca.
O Lyst Index do segundo trimestre confirma o contorno de um consumo mais conservador na moda. Saint Laurent e Miu Miu ocupam as duas primeiras posições, refletindo preferência por marcas consolidadas diante de um cenário geopolítico instável. O índice leva em conta buscas, vendas e engajamento online.
A COS sobe ao terceiro lugar, ampliando a vantagem de marcas de perfil acessível dentro de um ranking tradicionalmente dominado pelo luxo. A marca registra crescimento de 60% na demanda. A Massimo Dutti estreia entre as 20 mais, com alta de 59% impulsionada pela jaqueta puffer.
Nike retorna à lista de marcas mais desejadas após mais de dois anos, puxada por colaborações estratégicas e pelo interesse em modelos clássicos de tênis. Ralph Lauren avança pela associação com festividades de fim de ano, enquanto Burberry vê alta na demanda pelo cachecol xadrez.
Mudança de comportamento e cenário de mercado
O ranking reforça a ascensão do borecore, estilo que privilegia funcionalidade e peças duráveis. Peças como malhas e slingbacks ganham espaço, com foco em longevidade e versatilidade. A busca por novidades diminuiu frente à consolidação de itens reconhecíveis.
O relatório aponta ainda uma leitura sobre branding: mudanças na direção criativa das marcas ainda não causaram impacto imediato nas vendas. Consumidores mantêm postura cautelosa e aguardam movimentos de marcas com base estável.
Entre as marcas presentes estão Prada, Coach, The Row e Gucci, que fortalecem o legado em um momento de transição criativa no setor. O índice sugere que 2026 pode privilegiar permanência antes de novas narrativas.
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