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Bitcoin fica 20% abaixo do custo de produção; lucratividade de mineradores em 14 meses cai

Bitcoin recua para perto de $71 mil, 20% abaixo do custo de produção estimado, pressionando mineradores e apontando para ajuste de dificuldade esperado

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Bitcoin está cotado próximo de US$ 71 mil, cerca de 20% abaixo do custo de produção estimado em US$ 87 mil por moeda.
  • A receita diária de mineração caiu para US$ 28 milhões, com o hashrate em cerca de 970 exahashes por segundo, queda de 12% desde o pico de outubro; os tempos de bloco estão em torno de 11,6 minutos.
  • O Índice de Sustentabilidade de Lucro e Perdas de Mineradores caiu para 21, indicando que a maioria não cobre custos com a mineração atual; máquinas antigas e novas já não seriam lucrativas a preços de energia atuais.
  • Espera-se que o ajuste de dificuldade, previsto para 8 de fevereiro, reduza a dificuldade em cerca de 14%, o maior recuo único desde 2021, o que pode melhorar a receita por unidade de poder de computing.
  • Mudanças estruturais ajudam a incerteza: parte da oferta pode migrar para workloads de IA; demanda institucional por ETFs de Bitcoin caiu, com grandes operadores vendendo ativos no início de 2026.

Bitcoin recuou para cerca de 70 mil dólares em 5 de fevereiro de 2026, em meio a custos de produção estimados em 87 mil dólares por moeda. A diferença de mais de 20% aponta margens apertadas no setor de mineração diante da queda de hashrate e de um recuo mais amplo do mercado.

O hashrate da rede caiu 12% desde o pico de outubro, para cerca de 970 exahashes por segundo. O recuo representa a maior queda em vários anos e acompanha a estratégia de operadoras de reduzir atividade diante de ganhos comprimidos.

A lucratividade dos mineradores atingiu o menor nível em 14 meses. A receita diária de mineração caiu para aproximadamente 28 milhões de dólares, após quedas de preço e tempestades de inverno nos EUA que forçaram cortes de produção.

Desempenho e custos de operação

Os tempos médios de bloco variaram, ficando em torno de 11,6 minutos, acima da meta de 10 minutos. Modelos antigos, como Antminer S19 XP+ e MicroBT M60S, já não são lucrativos nas condições atuais de dificuldade e tarifa elétrica de 0,08 por kWh.

Diante disso, máquinas mais novas, como a linha S21, aproximam-se do limite de desligamento, com faixas de preço entre 69 mil e 74 mil dólares. A liquidez de ativos e o custo de energia elevam o risco de continuidade para alguns operadores.

A próxima ajuste de dificuldade, previsto para 8 de fevereiro, é estimado em queda de aproximadamente 14% para cerca de 121 trilhões. A mudança pode melhorar a receita por unidade de poder computacional para os mineradores que permanecerem ativos.

Cenário de mercado e perspectivas

A VanEck aponta que quedas sustentadas de hashrate costumam anteceder ganhos futuros de Bitcoin no médio prazo, com histórico de reação positiva em 180 dias após quedas de até 90 dias de hashrate.

Parte da redução de hashrate pode ter caráter estrutural, com operadores redirecionando capacidade para IA e computação de alto desempenho, que oferecem retornos mais estáveis diante da atual conjuntura de margens.

Institucionais deUS têm flexibilizado demanda por meio de ETFs de Bitcoin, com fluxo líquido negativo no início de 2026. Saídas de aproximadamente 10,6 mil BTC no ano, contrastando com compras de cerca de 46 mil BTC em 2025.

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