- A ameaça russa na frota do Norte permanece inalterada, com investimentos contínuos, especialmente em capacidades submarinas, apesar dos conflitos na Ucrânia.
- O almirante britânico Gwyn Jenkins afirmou que, mesmo com altos custos para a Rússia, os recursos continuam sendo direcionados à Frota do Norte e às capacidades submersas.
- Jenkins ressaltou que a atividade russa testa as capacidades ocidentais, dada a complexidade de atualizar e desenvolver novas embarcações em um cenário tecnológico em rápida mudança.
- O vice-almirante Harold Liebregs, da Marinha dos Países Baixos, disse que a Rússia se torna mais ousada no Mar do Norte, com drones sobrevoando território e a “Dark Fleet” alimentando a economia de guerra russa.
- Liebregs alertou que não se deve aceitar esse cenário como novo normal, pois compromete a liberdade de manobra e coloca a região em posição estratégica menos favorável.
Russia manteve o nível de investimento na Frota do Norte, mesmo com anos de conflito na Ucrânia, informou o comandante-chefe da Marinha britânica durante uma conferência em Paris. O foco está nas capacidades submarinas e no conjunto da frota, segundo General Gwyn Jenkins, First Sea Lord do Royal Navy.
Jenkins afirmou que, apesar do custo humano e financeiro para a Rússia, os recursos destinados à Frota do Norte continuam, o que representa um teste aos recursos das potências ocidentais para responder a essa postura agressiva.
O vice-almirante Harold Liebregs, da Marinha Real dos Países Baixos, também participou. Ele disse que a Rússia atua com maior audácia no Mar do Norte, rondando infraestrutura crítica e empregando navios de uma “frota sombria” para sustentar a economia de guerra, além de drones sobrevoando território aliado.
Contexto estratégico
Sublinharam que a presença russa dificulta a mobilidade dos aliados e exige resposta com recursos, tecnologia e coordenação entre países da OTAN. A discussão ocorreu em meio a uma rápida evolução tecnológica naval, destacando desafios atuais para a defesa europeia.
Sobre o cenário no Mar do Norte, os almirantes ressaltaram que não se pode aceitar esse aumento de atividade como normal, pois pode reduzir a liberdade de manobra dos aliados e elevar riscos e responsabilidades operacionais.
Conclusões estratégicas
Segundo os oficiais, a vigilância sobre a atividade russa permanece em alta, com especial atenção a operações submarinas e ao uso de plataformas apoiadas pela economia de guerra. A interoperability entre alianças é apontada como essential para respostas rápidas.
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