- Irã lançou ataque com 13 mísseis balísticos e 17 drones contra Kuwait, atingindo o terminal de passageiros do Kuwait International Airport e deixando pelo menos uma pessoa morta e mais de sessenta feridos; o aeroporto reabriu após ficar fechado.
- Kuwait afirmou que não tolerará ataques iranianos e expulsou dois diplomatas do Irã em retaliação.
- Em X, o ministro das Relações Exteriores do Irã comentou que as Forças Armadas realizam ataques de autodefesa; os EUA dizem ter ações permitidas para ataques a navios civis e negar ter atingido a sede da Quinta Frota.
- Os EUA interceptaram ataques iranianos a Bahrain e realizaram nova rodada de ataques de autodefesa no sul do Irã; CENTCOM negou informações sobre suposto ataque ao quartel da Quinta Frota.
- A(O) Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que a crise energética pode frear o crescimento global para 2,8% em 2026 e 3,1% em 2027 se o conflito persistir, elevando preços e impactos econômicos.
Aviões não identificados e mísseis atingiram o terminal de passageiros do Kuwait International Airport nesta quarta-feira, provocando ao menos uma morte e mais de 60 feridos. O ataque, considerado um dos mais graves contra um país vizinho do Golfo feito por Irã nas últimas décadas, envolveu 13 mísseis balísticos e 17 drones, segundo o Ministério da Defesa de Kuwait.
O governo kuwaitiano informou que o aeroporto, anteriormente fechado, foi reaberto dois dias após ter sido temporariamente fechado. Diplomatas iranianos foram expulsos do Kuwait em resposta ao ataque. O incidente ocorre em meio a tensões renovadas na região e ao cenário de cessar-fogo entre EUA e Irã, que envolve outras frentes de conflito.
Repercussão internacional e impactos diplomáticos
Na mesma linha de ações, forças americanas disseram ter interceptado ataques iranianos contra Bahrain e realizado novas ações de autodefesa na região sul do Irã, incluindo a ilha Qeshm. O Comando Central dos EUA negou relatos sobre ataques iranianos à sede da 5ª Frota, em Bahrain, e a uma embarcação vinculada aos EUA.
Especialistas alertam que a escalada pode comprometer negociações de paz em curso. Além das consequências políticas, analistas destacam riscos econômicos globais, com aumento de preços de energia e de insumos como fertilizantes, além de possíveis impactos em cadeias de suprimento.
Perspectivas econômicas
O Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou desaceleração global, indo de 3,4% em 2025 para 2,8% em 2026, com recuperação prevista para 3,1% em 2027, condicionada à redução das crises energéticas. Caso o conflito se prolongue, a OCDE prevê queda adicional no crescimento.
A duração das interrupções no Estreito de Hormuz pode elevar custos de energia, fertilizantes e outros insumos. Preços globais de petróleo reagiram com alta recente, refletindo o cenário de instabilidade na região.
Outros desdobramentos
Na cena internacional, o presidente dos EUA continua operando discursos sobre negociações, enquanto o Irã afirma ter utilizado o ataque como defesa própria. Em meio a isso, a comunidade internacional acompanha a evolução das conversas para um acordo que reduza tensões na região.
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