- A Rússia desencadeou um ataque em Kyiv com o míssil balístico hipersônico Oreshnik, o terceiro uso dessa arma no conflito, segundo a defesa russa e autoridades ucranianas.
- Foram registrados ao menos quatro mortos e mais de oitenta pessoas feridas, com Kyiv sendo o alvo principal e sofrendo o maior número de impactos.
- O ataque atingiu Bila Tserkva, na região de Kyiv, atingiu uma instalação de abastecimento de água, incendiou um mercado, danificou dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, e envolveu 36 mísseis balísticos no total.
- Além de Kyiv, houve danos ao Museu Nacional de Arte da Ucrânia e a prédios do governo central; autoridades culturais reportaram danos e avaliação em andamento.
- Zelensky disse que a ofensiva incluiu 600 drones e 90 mísseis de diferentes tipos, e afirmou que nem todos os mísseis balísticos foram interceptados; a comunidade internacional condenou o ataque.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o uso do míssil balístico hipersônico Oreshnik, empregado pela terceira vez no conflito. O ataque atingiu a região de Kyiv, em especial a cidade de Bila Tserkva, após uma ofensiva que incluiu múltiplos alvos militares e civis. O balanço inicial aponta pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos.
Segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, a ofensiva causou danos a uma passagem de água, incendiou um mercado e afetou dezenas de edifícios residenciais e escolas. Ele informou, ainda, que Kyiv sofreu o maior impacto, com 600 drones e 90 mísseis de diversos tipos, 36 deles balísticos.
A defesa ucraniana afirmou ter interceptado parte das armas, mas nem todas as munições foram neutralizadas. Zelenskyy descreveu o ataque como pesado e afirmou que houve vítimas em Kyiv e na região de Kyiv, com feridos em diversas áreas da capital.
Danos e impactos em Kyiv
Vitali Klitschko, prefeito de Kyiv, confirmou duas mortes na cidade e 56 feridos, com danos em diversos distritos. A região de Kyiv também registrou mortes e feridos, segundo autoridades locais, com quedas de energia e incêndios em infraestrutura pública.
O ataque atingiu ainda o Museu Nacional de Arte da Ucrânia, que sofreu danos estruturais. A cultura do país informou que a coleta pode ter sido protegida por medidas de preservação, enquanto equipes avaliavam o estado do imóvel histórico.
A residência do governo e o centro administrativo da capital também foram afetados, com vidraças quebradas e acesso comprometido a alguns setores. Não houve informações oficiais sobre feridos entre funcionários de alto escalão.
Contexto internacional e respostas
Autoridades ucranianas atribuíram o ataque a uma escalada militar russa, enfatizando que se trata de ataques civis a infraestrutura crítica. Em resposta, líderes europeus e diplomatas condenaram o uso do Oreshnik, classificado como arma de alto poder destrutivo.
Durante reunião de urgência no Conselho de Segurança da ONU, representantes da Ucrânia rejeitaram acusações de crimes de guerra feitas pela parte russa, apresentando o episódio como parte de uma ofensiva contínua contra civis.
Direitos internacionais e alianças foram citados nas declarações de autoridades da UE. A chefe da política externa europeia mencionou o ataque como reflexo de uma estratégia de intimidação, destacando a necessidade de pressão internacional.
Contexto estratégico
O Oreshnik é um míssil capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais e, segundo autoridades russas, não seria passível de interceptação. O país já havia utilizado o armamento anteriormente em Dnipro e na região de Lviv.
Putin afirmou que o ataque seria uma resposta aos ataques ucranianos a áreas sob controle russo. Na Ucrânia, as autoridades negam as acusações de agressão e reiteram que o país está defendendo sua soberania.
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