- Drones ucranianos foram derrubados, desviados ou voaram sobre o espaço aéreo do Báltico nos últimos dois meses, com incidentes em Estônia e Letônia e ações próximas a Lituânia.
- Kiev afirma que os aparatos são desviados por guerra eletrônica/roubo de sinal pelo inimigo; Moscou nega e acusa países bálticos de facilitar operações ucranianas.
- A aliança Atlântica e a União Europeia dizem que a origem dos drones é Rússia; autoridades destacam o uso da guerra eletrônica para pressionar aliados sem resposta cinética.
- Em Letônia, a queda de dois drones, um deles atingindo um tanque de armazenamento de petróleo vazio, levou à demora de Evika Silina como primeira ministra.
- Em 25 de março, Ucrânia disse ter atingido o rompe-gelo russo em Viborg, a cerca de mil quilômetros, enquanto Moscou afirmou ter interceptado aproximadamente 390 drones ucranianos. Zelenski ofereceu apoio com operadores e especialistas em drones e guerra eletrônica aos países bálticos.
Drones ucranianos continuam a alcançar o espaço aéreo do Báltico nos últimos dois meses, com quase uma dezena de incidentes envolvendo ataques, derribos ou interceptações. Kiev atribui as ações a Moscou, que nega as acusações. A região vive uma escalada de tensões ligadas à guerra eletrônica.
Os ataques ocorreram principalmente sobre territórios da região de Leningrado, no noroeste da Rússia, e também colocaram Letônia, Estônia, Lituânia e Finlandia em alerta. A resposta de Moscou inclui interceptações aéreas e técnicas de guerra eletrônica para desviar ou neutralizar os drones.
Na prática, o conflito envolve derrubos com mísseis, reconhecimento de falhas de navegação e tentativas de desorientação via spoofing. A guerra eletrônica busca interromper comunicações entre operador e drone, reduzindo a efetividade dos ataques sem uso de força cinética.
A UE e a OTAN reiteram que a origem dos incidentes está em Moscou, enquanto a Rússia acusa Estônia, Letônia e Lituânia de facilitar operações ucranianas. Líderes europeus destacam que toda a aliança é afetada por incidentes que elevam o risco de escalada.
Fontes aliadas veem na guerra eletrônica uma ferramenta para pressionar aliados sem acionar resposta militar direta. A estratégia pode gerar tensão entre Estados bálticos, Ucrânia e Moscou, ampliando dúvidas sobre segurança na região.
O governo ucraniano manteve contatos com países bálticos e com a Finlândia, oferecendo apoio técnico em drones e guerra eletrônica. A Presidência ucraniana pediu desculpas aos parceiros, que reiteraram a responsabilidade de Moscou pelos incidentes.
Entre na conversa da comunidade