- Austrália enviará o avião de vigilância de alta tecnologia E-7A Wedgetail para a missão internacional que busca reabrir o estreito de Hormuz, liderada pelo Reino Unido e pela França.
- O ministro da Defesa, Richard Marles, participou de reunião de ministros de defesa de cerca de quarenta países e disse que há apoio a capacidades diplomáticas, econômicas e militares para garantir a liberdade de navegação pelo estreito.
- O Wedgetail já está no Emirados Árabes Unidos desde março, com cerca de 85 militares, e pode ser realocado para Hormuz se necessário; a aeronave continua fornecendo informações ao Centro de Operações Aéreas em Qatar.
- O governo australiano também anunciou, em março, o envio de mísseis ar-ar de alcance médio Amraams ao UAE, e o orçamento de 2025–26 destinou $6.6m para uso defensivo.
- Marles ressaltou que a missão é defensiva e que a situação no Oriente Médio reforça a importância de manter a navegação segura; o país avalia outras formas de contribuição em coordenação com aliados.
O governo australiano informou que enviará um avião militar de alta tecnologia para integrar uma missão internacional voltada a reabrir o estreito de Hormuz. A iniciativa ocorre em meio a esforços globais para manter a passagem marítima vital, diante de restrições crescentes desde o início do conflito na região. O plano foi discutido em uma reunião de ministros da defesa com representantes de cerca de 40 países.
O ministro da Defesa, Richard Marles, indicou que a Austrália está pronta para apoiar uma missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, com caráter estritamente defensivo. A participação inicial prevê a configuração de um avião E-7A Wedgetail, acompanhado por cerca de 85 integrantes das forças de defesa australianas.
Detalhes da atuação
A aeronave Wedgetail já atua no Oriente Médio, tendo sido deslocada para os Emirados Árabes Unidos em março para ajudar na proteção de nações do Golfo. O avião realiza vigilância e fornece informações ao Centro de Operações Aéreas Conjuntas no Qatar, sem envolver capacidade ofensiva. A extensão de seu estado de prontidão já foi anunciada pelo governo.
Marles informou em plenário que a Austrália mantém conversas com o Reino Unido e a França sobre outras formas de contribuição à missão. O governo também confirmou a entrega de mísseis anti-aéreos de médio alcance Amraam para os Emirados, com orçamento de 6,6 milhões de dólares acatado para 2025–26.
Contexto estratégico
Segundo o governo, a presença australiana busca contribuir para a liberdade de navegação no estreito de Hormuz e para reduzir impactos regionais do conflito no Oriente Médio. O premier Anthony Albanese afirmou à imprensa que a extensão da atuação visa encerrar o conflito e evitar interrupções adicionais nas rotas comerciais internacionais.
A pauta de defesa recebeu impulso com o orçamento de 2025, que prevê um aumento de 53 bilhões de dólares em dez anos. A medida foi anunciada em meio a ajustes de prioridades, incluindo mudanças no financiamento de programas sociais.
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