- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter dado até terça-feira para o Irã reabrir o estreito de Hormuz, sob ameaça de destruir usinas de energia e pontes no Irã.
- O porta-voz do parlamento iraniano rebateu, dizendo que as ações “imprudentes” dos EUA fariam toda a região pegar fogo.
- A escalada ocorre após a operação de resgate de um segundo tripulante de um jato F-15E abatido, efetuada pelas forças americanas.
- Trump já prorrogou prazos para a reabertura do estreito em outras ocasiões e afirmou que o petróleo pode reagir à tensão.
- O presidente indicou possibilidade de acordo com o Irã em meio a negociações, mas afirmou que, se não houver acordo rápido, pode haver ações militares e controle dos recursos petrolíferos.
Donald Trump publicou neste domingo uma ameaça direta a Teerã, afirmando que, até terça-feira à noite, o estreito de Hormuz deveria ser reaberto sob pena de ataques aos usinas de energia e às pontes do Irã. A declaração foi veiculada em sua rede social Truth Social, em tom agressivo e com críticas ao governo iraniano.
Segundo o governo dos EUA, a escalada ocorre cinco semanas após o início do conflito na região. A decisão de ampliar as ameaças vem após a retirada de um segundo tripulante de uma aeronave de combate derrubada e a continuidade de operações militares e de resposta entre as partes. A elevada tensão já elevou os preços do petróleo.
O porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, respondeu pelas redes sociais, afirmando que os movimentos dos EUA podem levar toda a região a um novo ciclo de violência. Em D.C., representantes da oposição democrata reagiram com críticas a esse tipo de retórica.
Reações e desdobramentos
Trump sinalizou, em entrevista, que há a possibilidade de acordo com o Irã em breve, mas reiterou a disposição de ações contundentes caso as negociações falhem. A fala presidencial coincidiu com relatos de mensagens entre as partes, mediadas por terceiros, sem confirmação de avanços substanciais.
Especialistas em direito internacional destacam que ataques a alvos civis violariam normas da lei internacional, caso ocorram. Um professor de direito internacional enfatizou que o registro de danos a infraestrutura civil pode caracterizar crime de guerra em situações de conflito.
Na região, ataques a infraestrutura e bloqueios de vias marítimas continuam a impactar o comércio e a vida de civis. Fontes oficiais no Irã indicaram danos significativos a plantas industriais e a redes de energia, enquanto frequentes ações militarizadas elevam o risco de novos confrontos.
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