- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, participou de um serviço religioso no Pentágono e pediu por “violência avassaladora” contra inimigos que não merecem misericórdia.
- Os comentários vieram um dia após ele anunciar mudanças no corpo de capelães das Forças Armadas, alegando que o grupo havia sido “infectado” por correção política e enfraquecido.
- As mudanças incluem reduzir de cerca de duzentos para trinta e uma as códigos de afiliação religiosa entre os capelães, e substituir as insígias de posto por insígias religiosas.
- Hegseth já instituiu sessões mensais de oração no Pentágono, com lideranças predominantemente evangélicas, o que gerou críticas sobre uso da religião no serviço público.
- A organização Americans United for Separation of Church and State acionou a Justiça para obter registros públicos sobre serviços de oração, visando verificar neutralidade religiosa nas pastas do governo.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, rezou durante um serviço religioso no Pentágono, pedindo violência contundente contra inimigos que, segundo ele, não merecem misericórdia. O episódio ocorreu na quarta-feira, diante de militares e funcionários civis, logo após ele anunciar mudanças no corpo de capelães.
O serviço ocorreu pouco depois de Hegseth afirmar que o corpo de capelães estava comprometido por politização e secularismo, segundo a Associated Press. As palavras foram atribuídas a uma oração recebida dos capelães militares, transmitida aos soldados.
A cerimônia marca o início de mudanças anunciadas pelo ministro, com o objetivo de reforçar a presença e a função religiosa no serviço. O episódio levanta questões sobre o papel da fé na estrutura militar e a separação entre religião e serviço público.
Mudanças no corpo de capelães
Hegseth propôs reduzir de cerca de 200 para 31 as codes de afiliação religiosa dentro do corpo. Também sugeriu que os capelães deixem de ostentar insígnias de oficial e passem a exibir apenas símbolos religiosos. As medidas visam “reconstruir o papel” do grupo, segundo ele.
As mudanças, segundo o secretário, buscam ampliar clareza e neutralidade, ao mesmo tempo em que fortalecem a identidade religiosa entre os capelães. A iniciativa inclui reorganização das funções e da apresentação pública de cada capelão.
A decisão foi anunciada após meses de discussão sobre a relação entre religião e atuação militar. Críticas de veteranos e organizações laicas foram reportadas pela imprensa, com apontamentos sobre possível impacto na coesão e na diversidade de crenças.
Reação pública e ações legais
Organizações que defendem a separação entre igreja e estado entraram com ações para obter registros públicos sobre serviços de oração no governo federal. O objetivo é verificar a neutralidade religiosa e a liberdade de crer para os trabalhadores.
A associação Americans United afirmou que o papel do governo é servir ao público, não promover a proselytização. A entidade ressalta pressão potencial sobre empregados para participar de rituais, mesmo que voluntários.
Especialistas e observadores destacam a importância de manter o emprego público livre de doutrinas específicas, especialmente em instituições com grande presença de funcionários civis e militares. A atenção continua voltada a como essas práticas afetam o ambiente de trabalho.
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