- Israel lançou nesta segunda-feira, vinte e três, uma nova onda de ataques contra o Irã; o regime iraniano ameaçou retaliar contra infraestruturas de energia no Golfo, em meio a uma escalada que impacta a região.
- Teerã respondeu com mísseis e drones contra Israel e países do Golfo; interrompeu o trânsito pelo Estreito de Ormuz, que antes movia cerca de vinte por cento da produção mundial de hidrocarbonetos.
- O custo econômico da crise é estimado pela Agência Internacional de Energia em dezenas de milhões de barris de petróleo por dia, e o mundo teme consequências mais amplas se a situação persistir.
- O presidente dos Estados Unidos ameaçou destruir centrais de energia do Irã se o estreito não for reaberto em quarenta e oito horas; o Parlamento iraniano alerta que infraestruturas do Oriente Médio podem ser alvos.
- No Líbano, o primeiro-ministro afirmou que o Hezbollah está envolvido na escalada; Israel diz que a operação pode durar bastante tempo e que vai continuar combatendo o grupo.
- Segundo a agência Human Rights Activists News Agency, a guerra deixou mais de três mil civis mortos no Irã, e fontes como a AFP não puderam verificar de forma independente os números.
Israel lançou nesta segunda-feira uma nova onda de ataques contra o Irã, ampliando a ofensiva iniciada em dias anteriores. O regime israelense afirma que as ações devem continuar por mais tempo, sem se limitarem ao território iraniano, ocorrendo também no Líbano conforme os ventos de escalada na região. O Irã prometeu retaliação contra infraestruturas de energia no Oriente Médio, ampliando o risco de descontinuidade de fornecimento.
A imprensa iraniana informou explosões em Teerã, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos teriam interceptado mísseis e drones. Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, disse que pelo menos 40 infraestruturas energéticas na região sofrem danos em nove países. Teerã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países do Golfo, além de atingir instalações de energia e embaixadas dos EUA.
O governo de Washington já havia anunciado medidas para proteger o estreito de Ormuz, passagem estratégica que até então respondia por cerca de 20% da produção global de hidrocarbonetos. Em paralelo, o presidente Donald Trump ameaçou destruir centrais de energia do Irã caso o estreito não seja reaberto em 48 horas. O ultimato tinha prazo definido para as 20h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira.
Pedágio no Estreito de Ormuz
O dia elevou as incertezas nos mercados: bolsas asiáticas terminaram em queda acentuada, com Tóquio recuando 3,47% e Seul 6,5%. Preços do petróleo subiram: WTI chegou a 99,86 dólares o barril, Brent perto de 112,98 dólares. O Irã vem permitindo a passagem de alguns navios de aliados pelo estreito, mas indicou que imporá restrições às nações que consideram alinhadas com a ofensiva.
Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que as infraestruturas da região podem ser alvos legítimos caso Trump persista na ameaça de bloquear o estreito. Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ampliou a campanha contra o Hezbollah no Líbano e sinalizou que a ofensiva pode durar, segundo comunicado do porta-voz militar Effie Defrin.
O Líbano enfrenta impactos significativos: as ofensivas israelenses têm causado mortes e deslocamentos, com o ministério local de saúde apontando mais de mil mortos desde o início dos ataques e mais de um milhão de deslocados. O presidente libanês, Joseph Aoun, descreveu ataques à ponte como prelúdio de uma invasão terrestre.
Irã ataca Israel
O Líbano atribuiu ações ao Hezbollah, que reagiu aos ataques após a morte de Ali Khamenei em bombardeios ocorridos no início do conflito. Israel sustenta que houve destruição de alvos militares iranianos, embora relatos indiquem que alguns mísseis conseguiram alcançar cidades do sul de Israel, como Dimona, próxima de instalações nucleares.
Netanyahu afirmou que a resposta a esses ataques continua, com reforço de defesa aérea e ações militares em território inimigo. O Irã justificou os lançamentos como retaliação a ações consideradas agressivas contra seus complexos nucleares. A disputa envolve ainda posições de suprimento energético e segurança regional, com impactos globais.
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