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Míssil-cluster iraniano complica defesas aéreas de Israel

Munições cluster iranianas desafiam a defesa de Israel; casal de Tel Aviv morre e interceptação precisa ocorrer acima da atmosfera

Soldiers inspect the remains of an apartment that was struck in a deadly Iranian missile attack, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Ramat Gan, Israel, March 18, 2026. REUTERS/Nir Elias
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  • Irã disparou dezenas de mísseis com ogivas de submunições (cluster) contra Israel desde o início do conflito, complicando a defesa que precisa interceptar antes da dispersão das bombas menores.
  • Um míssil cluster não foi interceptado durante a noite, e as submunições se espalharam por áreas civis em Tel Aviv, matando um casal na casa onde estavam.
  • O porta-voz do exército israelense afirmou que o casal foi morto por uma única submunição de cluster lançada contra a população civil, caracterizando o ataque como crime de guerra.
  • Munições cluster são banidas por mais de cem países desde 2008, mas Israel e Irã não aderiram ao tratado; potências como Estados Unidos, China e Rússia também não assinaram.
  • Segundo especialistas, cada ogiva de cluster pode ter cerca de 24 submunições com 2–5 kg de explosivos, que se separam a sete a dez quilômetros de altitude, exigindo interceptação acima da atmosfera para evitar danos.

Israel afirma que dezenas de mísseis com cabeça de submunição foram lançados pelo Irã em direção ao território israelense desde o início do conflito, aumentando o desafio para o sistema de defesa. Segundo autoridades, parte dos projéteis já abriu em voo, dispersando dezenas de bombas menores sobre áreas urbanas. O objetivo seria prejudicar a população civil, conforme relato de fontes militares.

Na noite de quarta-feira, um único míssil de cluster não foi interceptado, resultando na dispersão de várias bomblets sobre Tel Aviv. Um casal na casa dos 70 anos morreu em seu apartamento, e uma estação de trem da cidade sofreu danos. As informações foram divulgadas por porta-vozes das Forças de Defesa de Israel.

Azhai Shoshani, porta-voz militar, descreveu que a vítima fatal foi atingida por uma única bomba de cluster durante o ataque contra a área populacional. As autoridades destacaram o esforço para interceptar os mísseis no maior altitude possível, a fim de minimizar danos civis.

Interceptação e Defesa

Especialista do Institute for National Security Studies, Yehoshua Kalisky, aponta que a maioria dos mísseis é interceptada pelo sistema Arrow-3, com a necessidade de bloquear acima da atmosfera para evitar a dispersão das bom-bomates. A explicação técnica indica que, após a liberação, a interceptação é inviável.

Segundo o Exército, a capacidade ofensiva de Israel inclui bombardeios a alvos no Irã e o uso de sistemas de defesa ativos e passivos, como sirenes e abrigo. As autoridades ressaltam que as ações visam reduzir a letalidade dos mísseis, mas reconhecem que ainda não atingiram perfeição.

Contexto Internacional

As munições de cluster são proibidas por mais de 100 países desde 2008, em acordo celebrado em Dublin. Contudo, o Irã e Israel não integram a proibição, assim como potências como Estados Unidos, China e Rússia. O governo israelense mantém cautela em relação aos riscos para civis, especialmente crianças e animais.

De acordo com a organização HRANA, com sede nos EUA, o número de mortos desde o início do conflito ultrapassa a casa de milhares no Irã, em números que não passam a ser verificados de forma independente. As informações destacam a complexidade de responder a ataques com munições de cluster sem ampliar danos colaterais.

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