- A Sérvia comprou mísseis CM-400AKG da China para a Força Aérea, tornando-se o primeiro operador europeu desse armamento, segundo o presidente Aleksandar Vucic.
- Os CM-400AKG são mísseis balísticos de alcance de até 400 quilômetros, com ogivas de 150 ou 200 quilos; a Sérvia adaptou jatos MiG-29 para lançá-los.
- Vucic afirmou que houve um “pequeno desconto” no preço, mas não revelou valores.
- A compra gerou críticas da Croácia, que vê risco de desequilíbrio militar na região.
- A Sérvia tem cerca de 2,6% do Produto Interno Bruto destinado à defesa neste ano e já adquiriu outros equipamentos, como sistemas FK-3, drones CH-92A, jatos Rafale da França e aeronaves e helicópteros da Airbus.
Serbia confirmou a compra de mísseis CM-400AKG, ar-superficie, fabricados pela CASIC, para a força aérea. O anúncio foi feito pelo presidente Aleksandar Vučić na noite de quinta-feira, após a divulgação, em redes, de fotos dos mísseis montados num avião do país. A aquisição amplia o arsenal serbio com tecnologia chinesa, com custo não divulgado.
Vučić afirmou haver um número significativo de mísseis e que o país deve adquirir ainda mais. A força aérea séria já adaptou caças MiG-29 de origem soviética para transportar os CM-400AKG. A embarragem de fotos anteriores alimentou discussões sobre transparência e segurança regional.
O CM-400AKG é um míssil supersônico com alcance de até 400 km, capaz de usar uma ogiva de 150 kg ou 200 kg. O governo não revelou o preço, apenas mencionou um desconto considerado modesto. A Sérvia já investe cerca de 2,6% do PIB em defesa neste ano.
Reação regional
Croácia, aliada da UE e da OTAN, criticou a compra, alegando desequilíbrio militar e risco de escalada na região dos Bálcãs. O país argumenta que o acordo pode aumentar tensões entre Serbia, aliados ocidentais e parceiros regionais.
A imprensa local aponta que, nos últimos anos, Belgrado tem mantido relações paralelas com a Rússia e com a China, enquanto firma parcerias com a UE. Além do CM-400AKG, a Sérvia já adquiriu sistemas de defesa de origem chinesa, drones CH-92A e helicópteros, além de jets franceses Dassault Rafale e aviões de carga da Airbus.
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