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Japão participa do projeto Golden Dome de Trump, espera pedidos de mísseis

Japão informará participação no Golden Dome e antecipa pedido de produção de mísseis por Washington, em meio a conflitos no Oriente Médio

Japan's Prime Minister Sanae Takaichi speaks to media about Japan's plan to release part of oil reserves ahead of the International Energy Agency-led action, at her residence in Tokyo
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  • Japão informará aos EUA na próxima semana a intenção de aderir ao projeto de defesa antimísseis “Golden Dome” e espera que Washington peça ajuda na produção de mísseis por causa da guerra no Oriente Médio e outros conflitos.
  • O anúncio será feito pela primeira-ministra Sanae Takaichi durante encontro com o presidente Donald Trump em Washington, na cúpula de líderes prevista para 19 de março.
  • O projeto Golden Dome amplia defesas terrestres com elementos espaciais, para detectar, rastrear e possivelmente neutralizar ameaças vindas do espaço; até agora tem pouco progresso.
  • Tokyo avalia que Trump pode solicitar que o Japão produza ou codesenvolva mísseis para repor estoques dos EUA, afetados pela guerra com o Irã e pelo apoio à Ucrânia; ainda não está claro como responderá.
  • O governo japonês já exportou, no fim do ano passado, mísseis Patriot sob licença aos EUA, em contexto de reforço de reservas de munições diante de tensões com China e Coreia do Norte.

O Japão planeja informar aos Estados Unidos na próxima semana a sua intenção de integrar o projeto Golden Dome, iniciativa de defesa antimísseis. A expectativa é que Washington possa solicitar ajuda de Tóquio na produção de mísseis, em meio a conflitos no Oriente Médio e em outros fronts.

Segundo fontes do governo japonês, o primeiro-ministro Sanae Takaichi anunciará a decisão durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, no encontro de cúpula previsto para 19 de março. As informações são sob condição de anonimato devido à sensitividade do tema.

O Golden Dome, lançado no ano passado, prevê ampliar defesas terrestres com interceptores e elementos espaciais para detecção, rastreamento e eventual neutralização de ameaças em órbita. Avanços até agora não são visíveis, e os detalhes de participação do Japão permanecem incertos.

A imprensa japonesa relata que Tóquio vê potencial proteção contra armas hipersônicas em desenvolvimento na China e na Rússia. Há ainda a expectativa de que o Japão possa produzir ou co-desenvolver mísseis para complementar estoques americanos, especialmente em resposta a guerras regionais e ao apoio à Ucrânia.

O país já exportou mísseis terrestres Patriot licenciados aos EUA no fim do ano passado, marcando uma mudança em sua política de exportação de armas. Enquanto o governo americano pressiona fabricantes a aumentar a produção, o Japão busca reforçar suas reservas de munições para dissuadir possíveis choques com China e Coreia do Norte.

As informações são apuradas por jornalistas da Reuters, com base em fontes governamentais e reportagens anteriores sobre o tema. O conteúdo permanece sujeito a confirmação oficial e a detalhes operacionais ainda não divulgados.

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