- Em Narvik, no Ártico norueguês, exercício da NATO chamado Cold Response treina cooperação entre civis e militares, com vítimas simuladas triadas e levadas a hospitais próximos.
- Cerca de mil e duzentas pessoas devem ser transportadas nos próximos dez dias durante a simulação, que envolve aproximadamente cem voluntários, inclusive estudantes, como as “baixas”.
- O objetivo é mostrar como civis, empresas e instituições públicas podem apoiar o esforço militar em caso de conflito.
- A atividade ocorre em um cenário de guerra na Finlândia, com soldados dos EUA e da Noruega nas linhas de frente e civis precisando de atendimento médico.
- Em 2026, a Noruega marca o ano da “defesa total”, ampliando a preparação de cidadãos e cobrindo diretrizes para autoridades locais.
In Narvik, no litoral ártico da Noruega, o embarque de dezenas de “vítimas” simuladas ocorre em um exercício integrante dos exercícios bienais Cold Response, da OTAN, iniciados nesta semana. Enfermeiros e médicos observam a triagem antes do transporte para hospitais próximos. A simulação envolve uma situação de guerra na Finlândia com soldados norte-americanos e noruegueses no front.
O objetivo é testar a cooperação entre civilizards, empresas e instituições públicas e o aparato militar em cenários de conflito. O exercício prevê o deslocamento de cerca de 1.200 pessoas ao longo de 10 dias, com a atividade prática concentrada em um dia, nesta quinta-feira, envolvendo voluntários de aproximadamente 100 pessoas, entre estudantes e participantes.
Thomas Hultstedt, médico-chefe de Narvik, participa como observador. Ele destacou que nunca participou de algo semelhante e ressaltou que o treinamento ajuda a preparar equipes para eventos incomuns, diferentes da rotina cotidiana. A simulação envolve transporte de feridos para serviços médicos locais, com encaminhamento posterior para sul da Noruega ou exportação.
A linha de operação parte de Narvik, segue para Kiruna, na Suécia, e avança para a Finlândia, representando a logística de suprimento entre leste e oeste no Ártico. Na prática, os feridos seriam atendidos nos hospitais regionais, com encaminhamentos posteriores conforme a gravidade e a necessidade de tratamento.
Cenário e objetivo
O exercício reforça o papel das estruturas civis no apoio à defesa, tema central para a região. A NATO enfatiza que o foco este ano é ampliar a cooperação entre militares e sociedade civil para situações de guerra.
Preparação civil
A coordenadora Elisabeth Aarsaether, ex-diretora da Direção Norueguesa de Proteção Civil, destacou a importância de reduzir a lacuna entre forças militares e sociedade civil. Ela mencionou projetos para orientar autoridades locais e ampliar a preparação doméstica para cenários de crise.
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