- Os Estados Unidos pressionam o governo de Sri Lanka para que não repatrie os sobreviventes do navio IRIS Dena nem a tripulação do segundo navio iraniano, o IRIS Booshehr, que estão sob custódia no país.
- A posse de Colombo foi informada por meio de um memorando do Departamento de Estado dos EUA, datado de 6 de março, obtido pela Reuters.
- O IRIS Dena foi afundado por um submarino americano no oceano Índico, a cerca de 19 milhas náuticas ao sul de Galle, deixando dezenas de mortos.
- Sri Lanka já começou a desembarcar 208 membros da tripulação do IRIS Booshehr, que ficou preso na zona econômica exclusiva, fora de sua fronteira marítima.
- O memorando afirma que não há planos de repatriação da tripulação nem dos sobreviventes para o Irã e que autoridades sri-lankas devem evitar que os capturados sirvam de propaganda, mantendo-os sob custódia local durante o conflito.
O governo dos Estados Unidos está pressionando Sri Lanka para que não repatrie os sobreviventes do navio iraniano Dena, afundado por um submarino americano, nem a tripulação do segundo navio iraniano sob custódia de Colombo. A informação veio de um memorando diplomático interno do Departamento de Estado divulgado pela Reuters.
O ataque ocorreu no Golfo de Mannar, no Oceano Índico, a cerca de 19 milhas náuticas ao sul de Galle, na quarta-feira, quando o Dena foi torpedeado. Doze a dezenas de tripulantes teriam morrido, aumentando o alcance geográfico do conflito entre EUA e Irã.
Nesta quinta-feira, Sri Lanka iniciou a descarga de 208 membros da tripulação do IRIS Booshehr, um navio auxiliar naval que ficou preso na zona econômica exclusiva, fora de suas fronteiras marítimas. A operação segue sob custódia de Colombo.
Cunho humanitário e repatriação
O presidente sri-lanquês Anura Kumara Dissanayake afirmou ter uma “responsabilidade humanitária” de acolher a tripulação. O memorando, datado de 6 de março, aponta que nem a tripulação do Booshehr nem os 32 sobreviventes do Dena devem ser repatriados ao Irã.
Segundo o documento, autoridades sri-lanquesas devem reduzir tentativas iranianas de usar os detidos para propaganda. O Departamento de Estado não respondeu de imediato a pedidos de comentário.
O memorando também indica que não há planos de repatriação da tripulação do Booshehr ao Irã. O envio aos inspetores israelenses também foi citado, com questionamento sobre eventuais estratégias de “defecção”.
Aiwando a viagem, Hansaka Wijemuni, vice-ministro da saúde e da mídia, informou à Reuters que Teerã pediu ajuda para repatriar corpos das vítimas do Dena, mas não há prazo definido.
O Dena participava de exercícios navais promovidos pela Índia no Golfo de Bengala recentemente e retornava ao Irã quando foi atingido. Autoridades dos EUA afirmaram, sob condição de anonimato, que o navio estava armado e não houve aviso prévio ao ataque.
O memorando do Departamento de Estado afirma que o Booshehr permanecerá sob custódia brasileira durante o conflito. Centenas de tripulantes devem ser encaminhados a um acampamento naval próximo a Colombo, conforme informações das autoridades sri-lanquesas.
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