- Investigadores militares dos EUA apontam evidências que tornam provável a responsabilidade dos EUA no ataque a uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, que matou dezenas de pessoas, mas a conclusão ainda não foi finalizada.
- As autoridades ressaltam que não há detalhes confirmados sobre a evidência, o tipo de munição, nem quem foi o responsável nem o motivo do ataque, e a investigação continua.
- O ataque ocorreu no começo dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, com Israel mirando alvos de lançamento de mísseis no oeste e os EUA em alvos navais e outros no sul.
- O secretário de Defesa dos EUA afirmou que o governo está acompanhando a investigação; a leitura inicial não descarta que novas evidências possam absolver os EUA ou apontar outra parte.
- A Organização das Nações Unidas, por meio do escritório de direitos humanos, pediu uma apuração; imagens de funeral exibidas pela televisão estatal iraniana mostraram vítimas civis.
Os militares dos EUA tocam a possibilidade de responsabilidade de Washington em um ataque a uma escola feminina no Irã, ocorrido no fim de semana. A investigação ainda não está concluída, e não há confirmação sobre o tipo de míssil usado ou quem atirou.
Fontes não identificadas disseram à Reuters que o inquérito ainda busca evidências suficientes para sustentar ou refutar a hipótese de responsabilidade americana. A conclusão final, no entanto, ainda não foi alcançada.
O ataque ocorreu em Minab, no sul do Irã, na primeira rodada de ataques entre EUA e Israel contra o país. O número de vítimas divulgado pela Embaixada do Irã na ONU em Genebra chega a 150 jovens, embora a Reuters não tenha podido confirmar esse total de forma independente.
O Pentágono informou que não comentaria o incidente enquanto a apuração está em andamento. O porta-voz da Centcom enfatizou a indisponibilidade de comentários por tratar-se de uma investigação em curso.
O governo dos EUA não comentou diretamente o inquérito, mas a assessoria de imprensa destacou que civis não devem ser alvo. Autoridades americanas reiteraram que o país não pretende atingir alvos civis.
Na semana, o secretário de Relações Exteriores dos EUA afirmou que o país não alvejaria escolas de propósito. E fontes de planejamento parcial entre EUA e Israel indicam que as ações se cruzaram em alvos estratégicos no Irã.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu uma apuração independente, sem apontar envolvidos, destacando a necessidade de esclarecimento pela parte responsável pela ofensiva. A posição reforça a pressão internacional por transparência.
As imagens de um funeral de meninas iranianas foram veiculadas pela televisão estatal, com cofres cobertos por bandeiras do país sendo conduzidos até o cemitério, em meio a sinalizações de luto nacional.
Caso se confirme participação dos EUA, o ataque às crianças pode figurar entre os casos mais graves de vítimas civis vistos em décadas de conflitos no Oriente Médio, segundo analistas e organizações internacionais.
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