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Investigação indica provável responsabilidade dos EUA em ataque a escola no Irã

Investigação militar dos EUA aponta provável responsabilidade dos EUA no ataque a escola de meninas no Irã; conclusão ainda não foi alcançada

People and rescue forces work following an Israel strike on a school in Minab, Iran, February 28, 2026. Abbas Zakeri/Mehr News/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS/File Photo
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  • Investigadores militares dos EUA apontam evidências que tornam provável a responsabilidade dos EUA no ataque a uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, que matou dezenas de pessoas, mas a conclusão ainda não foi finalizada.
  • As autoridades ressaltam que não há detalhes confirmados sobre a evidência, o tipo de munição, nem quem foi o responsável nem o motivo do ataque, e a investigação continua.
  • O ataque ocorreu no começo dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, com Israel mirando alvos de lançamento de mísseis no oeste e os EUA em alvos navais e outros no sul.
  • O secretário de Defesa dos EUA afirmou que o governo está acompanhando a investigação; a leitura inicial não descarta que novas evidências possam absolver os EUA ou apontar outra parte.
  • A Organização das Nações Unidas, por meio do escritório de direitos humanos, pediu uma apuração; imagens de funeral exibidas pela televisão estatal iraniana mostraram vítimas civis.

Os militares dos EUA tocam a possibilidade de responsabilidade de Washington em um ataque a uma escola feminina no Irã, ocorrido no fim de semana. A investigação ainda não está concluída, e não há confirmação sobre o tipo de míssil usado ou quem atirou.

Fontes não identificadas disseram à Reuters que o inquérito ainda busca evidências suficientes para sustentar ou refutar a hipótese de responsabilidade americana. A conclusão final, no entanto, ainda não foi alcançada.

O ataque ocorreu em Minab, no sul do Irã, na primeira rodada de ataques entre EUA e Israel contra o país. O número de vítimas divulgado pela Embaixada do Irã na ONU em Genebra chega a 150 jovens, embora a Reuters não tenha podido confirmar esse total de forma independente.

O Pentágono informou que não comentaria o incidente enquanto a apuração está em andamento. O porta-voz da Centcom enfatizou a indisponibilidade de comentários por tratar-se de uma investigação em curso.

O governo dos EUA não comentou diretamente o inquérito, mas a assessoria de imprensa destacou que civis não devem ser alvo. Autoridades americanas reiteraram que o país não pretende atingir alvos civis.

Na semana, o secretário de Relações Exteriores dos EUA afirmou que o país não alvejaria escolas de propósito. E fontes de planejamento parcial entre EUA e Israel indicam que as ações se cruzaram em alvos estratégicos no Irã.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu uma apuração independente, sem apontar envolvidos, destacando a necessidade de esclarecimento pela parte responsável pela ofensiva. A posição reforça a pressão internacional por transparência.

As imagens de um funeral de meninas iranianas foram veiculadas pela televisão estatal, com cofres cobertos por bandeiras do país sendo conduzidos até o cemitério, em meio a sinalizações de luto nacional.

Caso se confirme participação dos EUA, o ataque às crianças pode figurar entre os casos mais graves de vítimas civis vistos em décadas de conflitos no Oriente Médio, segundo analistas e organizações internacionais.

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