- França vai aumentar seu arsenal nuclear pela primeira vez desde 1992, como parte de uma intensificação da dissuasão e cooperação com oito aliados europeus, incluindo o Reino Unido.
- Macron afirmou que jets de combate Rafale com capacidade nuclear podem ser destacadas em países parceiros, como Alemanha e Polônia, sob controle francês.
- A decisão final sobre o uso de armas nucleares continuará sob responsabilidade do presidente francês, sem compartilhamento de definição de interesses vitais.
- O objetivo é uma dissuasão avançada, com implementação gradual, que permita ativos estratégicos franceses serem usados em território europeu, conforme circunstâncias.
- Países envolvidos nas conversas incluem Reino Unido, Alemanha, Polônia, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca, com cooperação já iniciada entre França e Alemanha na área nuclear.
France intensifica arsenal nuclear e coopera com aliados europeus, anuncia Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que a França aumentará pela primeira vez em décadas o tamanho de seu arsenal nuclear e ampliará a cooperação com oito aliados europeus, incluindo o Reino Unido. A medida faz parte de uma revisão estratégica de dissuasão.
Macron afirmou que jets de combate com capacidade nuclear, como o Rafale, podem ser enviados a países parceiros, entre eles a Alemanha e a Polônia, conforme a situação exigir. A decisão não altera o controle político sobre o uso nuclear, que permanece soberano e de responsabilidade do presidente.
O anúncio ocorreu em um discurso na base de submarinos nucleares de Île Longue, na Bretanha, diante de um cenário de agravamento de tensões geopolíticas. Macron citou riscos atuais e a necessidade de reforçar a dissuasão europeia frente a múltiplas ameaças.
Parcerias europeias
O chefe de Estado mencionou contatos com Reino Unido, Alemanha, Polônia, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca para ampliar a cooperação. O modelo proposto permitiria distribuir atividades nucleares estratégicas por território europeu, sem compartilhar decisões de uso.
Fora do âmbito militar, a França e a Alemanha criaram um grupo de direção nuclear de alto nível. O acordo visa acrescentar cooperação convencional em exercícios e visitas estratégicas, sem substituir a função de dissuasão da Otan.
Polônia, Suécia e outros países participantes ressaltaram o interesse em dialogar com a França e aliados europeus, incluindo Estados Unidos e a Otan. As lideranças lembram a importância de reforçar defesas diante do que classificam como ameaças persistentes.
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