- Keir Starmer preside reunião do comitê Cobra para definir a resposta do Reino Unido aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
- O Reino Unido não participou da primeira ofensiva, mas enviou caças Typhoon da RAF para o Qatar e protege bases aliadas na região; as bases britânicas não teriam sido usadas pela Força Aérea dos EUA.
- Britânicos no Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos foram orientados a buscar abrigo imediato; o Foreign Office recomendou evitar viagens a Israel e à Palestina.
- Mais defesas foram enviadas: seis caças F-35 extras e sistemas de defesa, radar e contramedidas a drones para a base RAF Akrotiri, em Chipre, para potencial apoio a Israel, Jordânia ou outros países do Oriente Médio.
- A contribuição britânica é de não participar da escalada militar, com a retaliação iraniana mirando bases dos EUA no Golfo; parlamentares divergem sobre a legalidade e o risco de envolvimento.
Keir Starmer preside reunião do comitê de emergência Cobra do governo britânico para definir a resposta às ações militares envolvendo EUA, Israel e Irã, após ataques na região. Londres não participou da primeira fase dos bombardeios, mas deslocou jatos Typhoon para o Qatar para proteger bases e instalações aliadas.
O governo britânico informou que cidadãos britânicos no Bahrain, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes foram orientados a buscar abrigo imediato, enquanto o Foreign Office recomendou evitar viagens a Israel e à Palestina. Além disso, reforços foram enviados a Cyprus, com aeronaves e sistemas de defesa para apoiar operações regionais.
Desdobramentos e posicionamento britânico
Fontes oficiais afirmaram que bases aéreas britânicas não foram utilizadas pelos EUA na ofensiva inicial. O governo informou ter rejeitado pedido de uso de bases britânicas em Diego Garcia e Fairford. O objetivo declarado de Londres é impedir a disponibilidade de armas nucleares pelo Irã e manter a proteção de cidadãos no Oriente Médio.
Em resposta, o Irã lançou retaliação contra bases dos EUA no Golfo, com relatos iniciais de ataques a instalações no Bahrain, Qatar, Emirados e Kuwait, além de possivelmente em Israel. Não houve confirmação de baixas entre as tropas britânicas presentes na região.
Analistas destacam que EUA e Israel parecem buscar uma estratégia de pressão sobre o regime iraniano, incluindo ações em alvos nucleares e de mísseis. O governo britânico reforçou que permanece vigilante para evitar uma escalada regional maior.
O porta-voz do governo destacou que o Irã não deve obter armas nucleares e reforçou o compromisso com a segurança de britânicos na região, bem como com a cooperação de aliados no Oriente Médio. A assistência consular 24/7 permanece disponível.
Reações políticas no Parlamento
Em declarações à imprensa, a presidente da comissão de assuntos externos criticou a legalidade dos ataques, ressaltando que o Reino Unido não participa do comando ou da coordenação das ações. A parlamentar enfatizou a ausência de consenso parlamentar sobre envolvimento direto.
O líder da oposição, por sua vez, expressou apoio às ações de aliados, afirmando alinhamento estratégico com EUA e Israel. Em mensagens públicas, ressaltou a defesa da segurança nacional e a cooperação com parceiros internacionais.
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