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Ataques de Trump ao Irã marcam maior aposta em política externa

Trump lança ataque maciço ao Irã, maior aposta externa de sua presidência, com risco de escalada regional e possível mudança de regime

U.S. President Donald Trump sits at his desk, behind a hat that reads "America is back" at the White House in Washington, D.C., U.S., February 3, 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo
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  • Donald Trump, em parceria com Israel, lançou ataque maciço à Iran, buscando demonstrar poder militar dos EUA e marcar seu legado, em meio a riscos de uma conflagração regional.
  • O objetivo declarado é enfraquecer a capacidade militar iraniana e impedir o avanço nuclear, com a promessa de abrir espaço para mudança de regime em Teerã.
  • A ofensiva começou sem explicação clara ao público americano e pode significar a campanha militar mais ampla desde as guerras no Afeganistão e no Iraque.
  • Analistas ressaltam que a pressão aérea sozinha dificilmente levará à queda do governo iraniano e que a situação pode evoluir para conflito prolongado sem presença de tropas no terreno.
  • O Irã respondeu lançando mísseis contra aliados dos EUA na região, e o cenário diplomático para negociações futuras ficou severamente comprometido.

Donald Trump autorizou ataques de grande escala contra o Irã, em parceria com Israel, em uma operação que marca o maior passo de sua política externa desde o início do segundo mandato. O objetivo declarado é incapacitar o arsenal de mísseis balísticos e pressionar por mudança de regime, embora não haja consenso sobre a viabilidade dessa estratégia.

Os primeiros impactos envolveram ações contra autoridades iranianas, conforme fontes próximas ao assunto. A liderança suprema, Ali Khamenei, não estava em Teerã no momento, segundo relatos, mas o ciclo de ataques atingiu diversos dirigentes e oficiais de alto escalão ligados aos Guardiões da Revolução. Analistas divergem sobre as consequências políticas para o Irã e o possível efeito regional.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo pré-dawn divulgado por Truth Social, no que Trump chamou de Operação Epic Fury. O Pentágono descreveu a ofensiva como uma campanha militar em curso, sem detalhar números ou áreas alvo. O presidente afirmou que bastará atingir o potencial bélico iraniano para abrir espaço a mudanças internas.

A estratégia de exército sem tropas terrestres diretas tem sido alvo de ceticismo entre analistas. Observadores destacam que mudanças de regime dependem de elementos no terreno, que não são assegurados apenas por ataques aéreos. Alguns alertam para o risco de instabilidade interna no Irã e para consequências regionais.

Antes do ataque, o governo já enfrentava ceticismo sobre a possibilidade de diplomacia. As negociações nucleares em Genebra não alcançaram avanço significativo recentemente. A reação iraniana incluiu ataques a alvos próximos a Israel e a países árabes produtores de petróleo.

Ações dos EUA foram recebidas com ressalvas por especialistas. Enquanto alguns veem potencial para limitar capacidades de mísseis e nuclear, outros lembram que a mudança de governo é improvável sem intervenção terrestre. Mesmo com danos, analistas avaliam que o regime pode manter controle.

Desdobramentos e cenários

A ofensiva amplia os riscos de escalada regional, com a possibilidade de conflagração envolvendo áreas produtoras de petróleo do Golfo. Ações diretas contra lideranças iranianas elevam o nível de tensão e podem desencadear retaliações de alto nível contra aliados dos EUA na região.

Apoios internos a Trump variam entre apoiar ações firmes e preocupar-se com impactos econômicos domésticos. A administração sinaliza que pretende manter pressão para frear programas de defesa, mas enfrenta pressões para explicar o objetivo estratégico aos cidadãos.

Especialistas ressaltam que não há consenso sobre eficácia de ataques aéreos para mudar governos. Mesmo com redução de capacidades, o Irã tende a manter autonomia estratégica e resposta política, o que pode fortalecer posições conservadoras no país.

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