- Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios a alvos no Irã, com o objetivo declarado de provocar mudança de regime e estimular sublevação popular entre a população iraniana.
- Foi a segunda ofensiva contra o Irã em menos de nove meses, repetindo a lógica de uma intervenção anterior de junho passado, sem justificativa clara apresentada neste momento.
- Trump gravou mensagem a partir de Mar-a-Lago, pedindo que a Guarda Revolucionária depusesse as armas em troca de imunidade, ou enfrentariam uma morte certa, e pediu que os iranianos se mobilizassem.
- O ataque contou com um grande despliegue militar dos EUA no Oriente Médio, com vários navios e porta-aviões no Mediterrâneo oriental como parte da operação.
- A ofensiva ocorre em meio a histórico de tensão após a saída dos EUA do acordo nuclear de 2015 (Conjunto de Acordos), com negociações indiretas recentes entre Washington e Teerã em curso antes do ataque.
O governo dos Estados Unidos realizou bombardeios conjuntos com Israel contra Irã, cumprindo ameaças anunciadas há meses. A operação, descrita como uma resposta a supostas atividades nucleares iranianas, ocorreu no contexto de tensões recorrentes entre Washington e Teerã. O objetivo declarado seria forçar uma mudança de comportamento do regime iraniano.
Trump reuniu mensagens em suas redes, gravadas na sua residência de Mar-a-Lago, em que pediu que a Guarda Revolucionária depusesse as armas em troca de imunidade, ou enfrentaria consequências extremas. O presidente também afirmou pedir aos iranianos que se levantassem contra o governo, sugerindo que poderia ser a última oportunidade de uma geração.
A imprensa norte-americana apontou que a decisão envolveu avaliações sobre a possibilidade de desestabilizar o regime, com a opção de promover uma revolta popular. A estratégia enfatizou o uso de força naval e aérea, característica de um esforço de grande escala na região.
O ataque sucede a uma operação anterior, em junho do ano anterior, que mirou alvos nucleares iranianos. Naquela ocasião, Teerã não chegou a responder com ataques diretos, e não houve confirmação de perdas militares graves para Washington. As autoridades não publicaram justificativas detalhadas ao Congresso antes da ação.
Do lado iraniano, as autoridades e a população reagiram com protestos em resposta aos bombardeios, enquanto Teerã mantém que seu programa nuclear tem fins civis e não busca armas de destruição em massa. Analistas destacam que o país possui um exército maior e mais experiente do que o Caribenho, o que complica cenários de desmantelamento rápido do regime.
A ofensiva ocorreu em um momento de alta mobilização militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, com uma concentração de navios de guerra e força aérea na região. Portavessores como o Abraham Lincoln e o Gerald Ford estariam entre as unidades destacadas, segundo informações de veículos de comunicação.
Antes de a ação ser confirmada, não havia consenso público nem explicação clara por parte da Casa Branca sobre a necessidade de intervir em Irã, o que gerou questionamentos sobre a legalidade e o impacto de um conflito prolongado. Em 2016, o governo de Trump havia criticado o acordo nuclear iraniano, buscando sua retirada e endurecimento de sanções.
Contexto diplomático
Ao longo de 2020, o tom de Washington contra o JCPOA intensificou-se, com ataques de alta intensidade contra o Irã no mínimo desde 2018. Em 2021, negociações indiretas em Omã e Itália procuraram reativar o diálogo, mas as posições permaneceram distantes, com Teerã exigindo garantias sobre o programa nuclear civil e Washington pedindo limites mais rígidos.
Especialistas ressaltam que a ofensiva pode ter como consequência um confronto mais amplo na região, com impactos econômicos globais, sobretudo sobre o petróleo. Há também preocupações sobre possíveis custos humanos e a duração de um eventual conflito. As autoridades dos EUA não divulgaram números oficiais de vítimas ou danos ao curto prazo.
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