- Gerald Eddie Brown Jr., ex-instrutor de F‑35, foi preso em Jeffersonville, Indiana, e acusado de fornecer, e conspirar para fornecer, serviços de defesa à Força Aérea do Exército Popular de Libertação (PLAAF) chinesa.
- Ele teria negociado o contrato para treinar pilotos chineses com Su Bin desde agosto de 2023.
- Brown viajou à China em dezembro de 2023 e permaneceu no país até retornar aos EUA em fevereiro.
- O FBI afirmou que ele traiu o país ao treinar pilotos chineses para enfrentar países que ele jurou proteger.
- O caso ocorre no contexto de tensões entre EUA e China, com Washington alegando recrutamento de militares ocidentais pela PLA e sanções a entidades envolvidas nesse esforço.
O Departamento de Justiça dos EUA acusou Gerald Eddie Brown, Jr., ex-instrutor de F-35, de fornecer e conspirar para fornecer serviços de defesa a pilotos da Força Aérea chinesa. Brown foi preso na quarta-feira em Jeffersonville, Indiana, segundo a Justiça.
A acusação detalha que, a partir de agosto de 2023, Brown negociou um contrato para treinar pilotos da PLA Air Force com Su Bin, brasileiro chinês ligado a atividades de hacking no passado. Brown, 65 anos, viajou à China em dezembro de 2023 e permaneceu lá até retornar aos EUA em fevereiro.
Segundo a Justiça, Brown traiu o país ao treinar pilotos chineses para enfrentar forças que ele jurou proteger. O embaixador da China em Washington não comentou o caso. Importantes analistas destacam a elevação da tensão entre EUA e China, em meio a disputas comerciais e tecnológicas.
Contexto sobre recrutamento e sanções
Relatórios indicam que a China tem recrutado militares ocidentais para treinar a PLA, com pacotes financeiros atraentes e a oportunidade de pilotar aeronaves de maior desempenho. Em 2023, o Departamento de Comércio dos EUA sancionou mais de uma dezena de entidades ligadas a recrutamento de talentos ocidentais para a aviação chinesa.
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