- Irã se prepara para possível ataque dos Estados Unidos, com mobilização militar e foco em dissuasão, incluindo referências a ataques com base em forçar resposta militar.
- O regime ameaça guerra híbrida, destacando o fechamento do estreito de Ormuz como uma possibilidade para pressionar adversários.
- Há exercícios navais com participação de forças iranianas e russas, além de atrasos e restrições de tráfego no estreito, em contextos de tensão regional.
- Estados Unidos avalia ataque seletivo contra o Irã, com coordenação entre Israel e o Pentágono, e prazo de decisão estimado por Trump entre dez e quinze dias.
- Iran reforça defesas com a estratégia de “defesa em mosaico”, avança na fortificação de instalações nucleares e baseia seus esforços em reconstrução de alvos militares atingidos, acompanhando repressão interna para evitar protestos.
Irã se prepara para responder a um possível ataque dos Estados Unidos com despliegue militar, ameaça de guerra híbrida e fortalecimento de instalações nucleares. O regime manterá repressão interna para evitar protests durante qualquer escalada, segundo análises atuais.
O líder supremo Ali Khamenei afirmou, em discurso em Tabriz, que Irã responderá a qualquer ataque com todos os meios, incluindo mísseis. Ele ressaltou a superioridade militar do adversário, mas reforçou a dissuasão iraniana. O tom foi de alerta e de firmeza diante de pressões externas.
Espera-se que Washington considere um ataque seletivo contra o Irã para pressionar o país a negociar o programa nuclear. Autoridades americanas sinalizam esse cenário, com Trump indicando um prazo de decisão de até 15 dias, conforme relatos de agências internacionais.
Entidades de inteligência israelenses e meios de comunicação locais indicam coordenação com o Pentágono para um ataque próximo. Reuters e Haaretz destacam discussões sobre ações em dias, com visitas do secretário de Estado a Israel ainda previstas. O objetivo seria alterar o tabuleiro regional.
Como resposta, Irã tem mostrado força naval perto do estreito de Hormuz, com exercícios envolvendo forças da Guarda Revolucionária em o Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A manobra visa demonstrar capacidade de dissuasão e de fechamento da rota marítima estratégica para o petróleo global.
Em paralelo, o regime intensifica medidas defensivas internas. Tasnim reportou a instalação de mil indicadores de controle em Teerã; a ONU e organizações independentes citam detenções e condenações de manifestantes, em meio a protestos reprimidos há meses.
Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que o Irã busca uma defesa em mosaico, com comando regional atuando caso haja interrupção de comunicações com Teerã. A estratégia dificultaria uma invasão coordenada e aumentaria o desgaste do invasor.
Lado econômico e estratégico, o estreito de Hormuz continua crucial para o petróleo mundial e para as exportações iranianas. Analistas destacam que o fechamento parcial ou completo traria impactos significativos, mas poderia representar derrota para o Irã a longo prazo, ao penalizar sua própria economia.
Imagens de satélite apontam reconstrução de instalações danificadas, como a base de Shiraz, após ataques anteriores. Irã também fortifica instalações nucleares, incluindo um túnel em Isfacã e o complexo de Parchin, com obras de proteção e contenção.
Especialistas divergem sobre o desfecho provável. Alguns veem uma escalada proporcional às ações externas, outros alertam que uma ofensiva prolongada pode exigir sucessivas operações contra líderes e estruturas do poder, elevando o risco de longo confronto.
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