- A fábrica de explosivos de Glascoed, no sul do País de Gales, ainda não abriu, mais de seis meses após a data prevista.
- A instalação, de propriedade da BAE Systems, deveria aumentar em dezesseis vezes a capacidade britânica de produzir munições de artilharia, incluindo projéteis de 155 milímetros.
- A demora decorre de uma decisão tomada durante a construção em 2025 de dobrar a capacidade, o que impactou o cronograma.
- A BAE informou que a unidade está tecnicamente completa e em fase de testes, mas não confirmou a data de abertura.
- O governo planeja mais seis novas fábricas de munição nos próximos anos e afirma buscar reduzir a dependência de importações para abastecer as Forças Armadas e a Ucrânia.
A fábrica de explosivos de Glascoed, no sul de Wales, continua sem abrir após mais de seis meses desde a data prevista de início. O investimento visa aumentar a capacidade britânica de fabricação de obuses, com impacto direto na reposição de estoques e no fornecimento à Ucrânia.
A instalação faz parte de um complexo munitions da BAE Systems, proprietária do local desde 1940. A empresa confirmou o atraso, atribuído a uma decisão tomada em 2025 de dobrar a capacidade prevista do equipamento, o que alterou o cronograma de operação.
A Glascoed pretende multiplicar por 16 a produção de obuses de 155 mm, padrões da OTAN. Hoje, a produção anual está entre 3 mil e 5 mil unidades; o objetivo seria chegar a cerca de 80 mil por ano com a ampliação.
Motivos do atraso e capacidade prevista
A decisão de ampliar a capacidade ocorreu durante a construção, o que impactou o planejamento de abertura. Embora a unidade esteja estruturalmente pronta, ainda está em fase de testes, sem data definida para funcionamento.
A fábrica utiliza um formato altamente automatizado e não deve criar novos empregos significativos; parte da produção ocorre em Washington, Reduto na região Nordeste da Inglaterra, com o Glascoed recebendo o carregamento final.
Contexto e impactos
O projeto faz parte de um conjunto de investimentos da defesa, com outras unidades em Washington e Radway Green em Cheshire. O governo britânico afirma que pretende ampliar a produção interna de munições para reduzir dependências externas e sustentar o abastecimento às forças, incluindo o apoio a a Ucrânia.
Especialistas destacam que a disponibilidade de munições onshore é crítica para operações na região Leste Europeu. Atrasos no Glascoed ocorrem em meio a disputas sobre o orçamento de defesa e a possíveis impactos na capacidade de responder a cenários de conflito.
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