- Nos 12 meses anteriores, os EUA reduziram quase que totalmente a assistência militar a Ucrânia, com gasto militar em 2024 de cerca de 400 milhões de euros e sem ajuda humanitária ou financeira.
- A Europa aumentou o apoio, mantendo a assistência total em 2025 próxima dos anos anteriores; os EUA registraram queda de quase 99% no apoio militar.
- Países nórdicos e da Europa ocidental concentram quase 95% da assistência militar, com Alemanha e Reino Unido na liderança; Espanha aparece entre os 20 primeiros.
- Dinamarca criou o “modelo dinês”: Ucrânia define prioridades, Dinamarca financia e, com aprovação, libera recursos; desde julho de 2024 já foram 830 milhões de euros.
- O programa de aquisição PURL (Lista de Requisitos Prioritários de Ucrânia) soma mais de 3,7 bilhões de euros de doações em 2025, para a compra de armamentos, como baterias Patriot e lançadores Himars.
A Europa vem cobrindo a quase total ausência de nova ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia. Segundo o Kiel Institute, a contribuição norte-americana despencou quase 99% no último ano, enquanto a Europa ampliou o apoio financeiro, humanitário e militar.
O estudo aponta que a ajuda europeia cresceu 59% em assistência financeira e humanitária e 67% em apoio militar, mantendo o total próximo ao de anos anteriores. Washington reduziu desembolsos, e a União Europeia assumiu o papel central.
As cifras revelam que, apesar da liderança de Washington no passado, os europeus passaram a responder pela maior parcela de apoio a Kiev. O Kiel estima que o bloco contribuiu com a maior parte da ajuda total em 2025.
Entre os países, os nórdicos e a Europa Ocidental, com Alemanha e Reino Unido à frente, somam quase 95% da assistência militar da região. Espanha figura entre os 20 primeiros em magnitude de apoio.
O estudo destaca ainda que Noruega, Dinamarca e Suécia, com aportes proporcionais altos em relação ao PIB, têm participação relevante no gasto militar. Dinamarca aplica um modelo de financiamento direto a Kiev desde 2024.
O mecanismo PURL facilita compras de armamento americano com aprovação plena de comandos aliados, permitindo que a Europa mantenha o fluxo de armas. Mais de 20 doadores participaram do programa em 2025, somando 3,7 bilhões de euros.
Segundo o Kiel, a transição de responsabilidade para a UE ajudou a evitar interrupções na cadeia de suprimentos, crucial para a defesa ucraniana. O objetivo é manter a capacidade de resposta frente à ofensiva russa.
A guerra avançou em várias frentes; a produção de armamentos na Ucrânia ganhou impulso, com fundos europeus. A Comissão Europeia informou planos de ações conjuntas entre EUA, UE e parceiros para sustentar o fornecimento de armamento.
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