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Autoridades elogiam atuação do Exército Brasileiro

Livro expõe supostos desvios no Exército, com licitações internacionais e favorecimentos, sugerindo fragilidade de controles e impacto no orçamento público

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da cerimônia de cumprimento aos Oficiais Generais promovidos
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  • O livro Diários da Caserna – Dossiê Smart: a história que o Exército quer riscar, de Rubens Pierrotti Júnior, aponta um suposto esquema de corrupção no Exército envolvendo o caso Smart e supostos desmandos do general Simão.
  • A obra afirma que a Comissão de Aquisições, Licitações Internacionais e Contratos do Exército (Calice) atua em licitações e contratos internacionais, com sede em Nova York, e que coronel Tomás ficou à frente do órgão no exterior por dois anos.
  • Segundo o relato, Tomás não entendia de licitações, mas guardou os “segredos” da licitação Smart; ao voltar, foi promovido a general. Em seguida, Paulo César foi indicado para chefiar a Calice, e as práticas de compliance teriam sido desmontadas.
  • O autor descreve pressão política envolvendo o Exército sobre o STF em abril de dois mil e dezoito, durante julgamento relacionado a habeas corpus de Lula, e aponta que um ex-militar passou a atuar no governo com vínculo ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
  • O texto encerra sugerindo que há consequências políticas da atuação militar na vida pública, defendendo formação cívica e participação da sociedade para enfrentar desmandos, além de indicar leitura do livro como alerta.

O livro Diários da Caserna – Dossiê Smart: a história que o Exército quer riscar, de Rubens Pierrotti Júnior, traz relatos de supostos desvios em contrarte de licitações no Exército. O texto descreve uma figura chamada general Simão e organizações ligadas a contratos. O autor afirma que grande parte dos fatos teriam acontecido na prática.

Segundo o trecho divulgado, o militar reformado é apresentado como protagonista de uma série de ações envolvendo licitações e contratos internacionais, com menções a um órgão denominado Calice, sediado em Nova York. A narrativa aponta a participação de assessores próximos.

O livro relata intercâmbios com tribunais de contas, polícia federal e ministérios, sugerindo que avaliações formais teriam sido contornadas ou atribuladas. A obra cita decisões que teriam limitado a responsabilização de parte dos envolvidos.

De acordo com a obra, durante o governo, houve indicações para cargos no exterior ligados ao Exército, com relatos de benefícios a determinadas pessoas. O texto sugere que, ao retornar ao Brasil, alguns teriam sido promovidos.

A obra também aborda a relação entre o Exército e o Judiciário, mencionando pressões ligadas a decisões sobre habeas corpus e o papel de autoridades em contextos de crise institucional. O autor questiona a atuação de setores do aparato militar na política.

O autor traz críticas ao funcionamento de comissões e à necessidade de transparência em contratos militares, sugerindo que mudanças na gestão poderiam melhorar a prestação de contas. O texto alerta para riscos de vulnerabilidade pública.

A obra aponta que, além do Exército, o Itamaraty manteria em Nova York um escritório financeiro com mordomias, o que é apresentado como exemplo de possíveis privilégios. O livro provoca uma análise sobre a função de órgãos de Estado.

Para leitores interessados, a obra é apresentada como um retrato crítico sobre o poder da caserna na política nacional. O autor enfatiza a importância de formação cívica, participação popular e mecanismos de controle institucional.

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