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Grécia resgata 26 migrantes de lancha à deriva por seis dias

Grécia resgata 26 migrantes a deriva ao sul de Creta; 22 teriam morrido durante seis dias sem água ou comida, segundo sobreviventes

Inmigrantes reaccionan ante la llegada de los trabajadores humanitarios de la ONG española 'Open Arms' en el mar Mediterráneo frente la costa libia en noviembre de 2022
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  • A Guarda Costeira grega resgatou 26 migrantes a bordo de uma lancha a deriva cerca de 96 quilômetros ao sul de Yerápetra, Creta, e os levou para Heraclión, onde foram encaminhados ao hospital geral.
  • Segundo relatos dos sobreviventes, a viagem começou em Tobruque, ao leste da Líbia, na noite de 21 de março, com 48 pessoas a bordo e durou seis dias sem víveres nem água.
  • Ao longo do trajeto, 22 passageiros morreram e foram jogados ao mar por ordem de dois traficantes que também estavam a bordo.
  • As autoridades portuárias de Heraclión identificaram dois traficantes sudaneses, de 19 e 22 anos, que permanecem sob custódia e deverão prestar depoimento por tráfico de pessoas, homicídio involuntário e entrada ilegal na Grécia.
  • Os migrantes teriam pago valores em diversas moedas: até 1.000.000 lakhs bangladeshiés, 10.000 dólares e 12.000 dinares libios. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que, nos dois primeiros meses do ano, houve pelo menos 606 mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo.

O dispositivo da Guarda Costeira grega salvou 26 migrantes a bordo de uma lancha inflável à deriva, ao sul de Creta, após seis dias de viagem. O resgate ocorreu quando a embarcação apresentava situação de risco com passageiros estrangeiros a bordo.

A operação contou com apoio de um navio da Frontex, que alcançou a lancha a cerca de 96 quilômetros ao sul de Yerápetra. Os 26 sobreviventes foram levados para Heraclião, na ilha de Creta, e encaminhados ao hospital local.

Segundo relatos colhidos na região, a lancha partiu de Tobruk, no leste da Líbia, na noite de 21 de março, com 48 pessoas a bordo. Durante o trajeto, o grupo se desorientou e ficou à deriva por seis dias.

Os sobreviventes afirmam que 22 passageiros morreram, após serem lançados ao mar por ordem dos dois traficantes a bordo. As informações chegam às autoridades de Heraclión e servem de base para a investigação preliminar.

Investigação em andamento

As autoridades portuárias identificaram dois homens de origem sul-sudanesa, de 19 e 22 anos, como interceptores da operação. Eles permanecem detidos e deverão prestar declarações sobre tráfico de pessoas, homicídio involuntário e entrada ilegal no país.

Segundo o comunicado da Guarda Costeira, os migrantes pagaram valores elevados pelo transporte: até 1.000.000 de lakhs bangladeshes, cerca de 7.000 euros; 10.000 dólares; e 12.000 dinares libios, aproximadamente 1.600 euros.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) já havia alertado, em 23 de fevereiro, sobre um aumento de mortes ou desaparecimentos no Mediterrâneo no início de 2024, com mais de 600 registros em apenas dois meses.

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