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Grupos de direitos pedem fim de voos de deportação “um entra, um sai”

ONGs pedem a Air France, Titan, AlbaStar e Corendon a interrupção dos voos de deportação de requerentes de asilo, denunciando envolvimento “cruel” no esquema

Small-boat migrants and asylum seekers being processed by Border Force officers last year under the ‘one in, one out’ scheme.
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  • Grupos de direitos humanos enviaram cartas para Air France, AlbaStar, Titan e Corendon, pedindo que parem de se envolver em voos de deportação de requerentes de asilo.
  • As signatárias pedem boicote à Air France e que as demais companhias tornem pública a decisão de não continuar deportando pessoas para o Home Office.
  • Dezenas de requerentes de asilo foram removidos para a França na manhã de quinta-feira, apesar de avisos de risco de traficantes, e houve protestos com greve de fome durante a remoção.
  • Desde setembro, 305 pessoas foram deportadas para a França e 367 transferidas para o Reino Unido; neste ano, 1.528 pessoas cruzaram o Canal, com menos de 2% retornando até o momento.
  • Existe uma ação legal no alto tribunal contra a política de “one in, one out”; ONG afirma que o esquema viola direitos humanos e exige que autoridades e companhias se posicionem.

As empresas aéreas Air France, Titan Airways, AlbaStar e Corendon foram alvo de cartas de 28 ONGs de refugiados e direitos humanos, que pedem a paralisação das deportações que integram o programa britânico “one in, one out”. O acionamento ocorreu após denúncias de envolvimento em voos de retorno a França.

As organizações afirmam que as companhias têm participação em deportações de solicitantes de asilo, consideradas cruéis e forçadas, incluindo vítimas de tortura, tráfico e escravidão moderna. O objetivo é que a Air France abandone o uso do programa e que as outras empresas assumam compromisso público de não deportar.

Na quinta-feira de manhã, dezenas de requerentes de asilo teriam sido removidos à força para a França, mesmo com alertas de risco de violência por traficantes. Os deportados tinham realizado greve de fome em protesto contra a remoção.

Um sírio destacado relatou sensação de prisão e afirmou que não cometeu crime, apenas chegou por vias ilegais. Outros mencionaram dor médica que exigiria cirurgia, enquanto o médico avaliava risco de voo. Fontes do Home Office disseram que o homem foi considerado apto para viajar.

Duas operações anteriores já foram canceladas neste ano, por dificuldades operacionais no lado francês. O acordo prevê que um solicitante viaje para o Reino Unido legalmente, em troca de outro devolvido à França.

Griff Ferris, do Joint Council for the Welfare of Immigrants, afirmou que o programa é desumano e pediu às companhias que parem de facilitar as deportações, consideradas cruéis e desumanas.

Desde setembro, esse esquema devolveu menos de 2% dos solicitantes que chegaram ao Reino Unido em pequenos barcos, com 305 enviados à França e 367 transferidos para o Reino Unido. Ao longo deste ano, 1.528 pessoas atravessaram o Estreito.

O Home Office e as empresas foram contatados para comentários. O caso segue em meio a desdobramentos legais e pressões internacionais sobre o funcionamento do programa.

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